sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Língua de sinais



Queridos colegas achei por bem fazer esta postagem pensando no bem estar e me colocando um pouco no lugar das pessoas surdas, para tentar entender esse processo de inclusão não pela necessidade auditiva mais a falta de compreensão por parte da classe dominante, uma vez que sua bandeira de luta e esforço constante é um exemplo para todos nós.
Segundo Mazzotta (2003), a defesa da cidadania e do direito à educação das pessoas com deficiência é atitude recente em nossa sociedade, manifestando-se através de medidas isoladas de indivíduos ou grupos. A conquista e o reconhecimento de alguns direitos dessas pessoas, e nessa etiqueta estão os surdos, são registrados como elementos integrantes de políticas sociais, a partir de meados do século passado. No Brasil, a comunidade surda registrou em sua trajetória lutas, realizações, frustrações, sucessos e fracassos. Algumas dessas batalhas aconteceram na tentativa de que fossem cumpridas as determinações postas na legislação vigente.
A LDBEN/96, no artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas necessidades. Contudo, a realidade do aluno surdo é outra, a escola continua oferecendo programas educacionais voltados para ouvintes e elaborados, na maioria, por ouvintes. São exíguos os programas que têm a participação de surdos e, portanto, consideram o seu modo de viver: sua cultura, sua língua, suas necessidades e seus interesses. Enfim, compreendem e respeitam as suas especificidades no processo de inclusão escolar, dando-lhes o direito de serem pessoas diferentes e não deficientes.Dentre as muitas questões que têm surgido como barreiras na educação do surdo, para que se efetive uma aprendizagem significativa, destacamos a falta de qualificação profissional do intérprete. A presença desse profissional, como já colocado, tem viabilizado o acesso do surdo no cotidiano escolar, mas não tem garantido a permanência e a qualidade do ensino. A falta de domínio do assunto a ser interpretado, resulta em acréscimo, supressão ou, ainda pior, em equívocos de informações que comprometem a compreensão dos conteúdos ensinados pelo professor ouvinte. Outra barreira importante diz respeito ao fato de a maioria dos surdos serem filhos de pais ouvintes, motivo pelo qual costumam chegar à escola sem o conhecimento da língua de sinais. Como resultado disso, eles levam um tempo longo para usufruírem do trabalho do intérprete. É necessário que a escola crie espaços para que a pessoa surda possa manifestar-se culturalmente, nas suas formas particulares de expressão.
Em fim caros colegas!A língua de sinais é bastante utilizada na comunicação com portadores de necessidades auditiva. Ela não é uma linguagem universal, ou seja, como toda língua a mesma é própria do seu lugar, claro que com heranças culturais de outros países, como no nosso caso é bem forte dessa cultura França. No Brasil temos a Libras – Língua Brasileira de Sinais. Em uma comunicação com portadores de necessidade auditiva, nem todas as palavras são soletradas. Alguns sinais podem representar palavras ou sentenças completas, facilitando e agilizando a comunicação. Apesar disso, qualquer pessoa pode aprender o alfabeto de sinais. É uma questão de cidadania, bem como procurar meios de se comunicar com pessoas surdas é o mínimo que podemos fazer para amenizar sua situação. Percebo que existe muitas barreiras que as pessoas surdas precisarão enfrentar no intuito de que seus direitos sejam respeitados de pessoas dignas, que constituição faz menção de direitos iguais para todos.
Em síntese usando as palavras de Mirlene f. Macedo Darmázio e Josimário de Paula Ferreira em seus trabalhos de Educação de pessoas com surdez – atendimento educacional especializado em construção, “nesse processo educativo de contatos humanos, a educação no atendimento educacional especializado para a pessoa com surdez significa preparar para a individualidade e a coletividade, buscando uma comunicacional-dialogal-global, deflagrando uma sociedade mais solidaria, fraterna e humana, em que a mente ao poder, mas possam liberá-lo”.

Bibliografia

Secretaria de Educação Especial/Mec –Inclusão / Revista da Educação Especial V.5 nº1 janeiro/julho de 2010. ISSN 1808 – 8899.

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