Realizamos uma atividade na interdisciplina do Seminário
Integrador III, no qual analisamos tecidos em movimento, que me remeteu a ideia
de dança, de corpos em movimento, pesquisei sobre o assunto e selecionei alguns
autores e filósofos e seu entendimento sobre o assunto e cheguei a seguinte
conclusão.
Deleuze (1988) fala que a dança se constitui um território
animal fazendo uma analogia com um estado de atenção para a constituição de um
território existencial. Um território que favorece o que não sabemos, leva-nos
a beira do habito, à beira do cercadinho imaginário e concreto ao que
pertencemos.
Clarice Lispector (1980) diz que o corpo era parte da terra.
Contendo suas evoluções e revoluções.
Guattari (1996) junto com Deleuze afirma que pensamento é
algo que raramente nos acontece. Em outras palavras quando algo perturba e
força a pensar, força a expressão de um problema e a busca de respostas, a
constituição de novas referências. O
pensar está ligado a um corpo físico, quando pensa rápido em qual será seu
próximo movimento, envolvendo a dança.
Juntando as idéias de: Lispector, Guattari e Deleuze: pensar
não responde a uma vontade de transcendência ou universalização, mas a uma ação
e menor que nós mesmos e nossas vontades.
Uma vez que as perguntas nos
força pensar e a fazer um projeto de pesquisa, que leva a produção do saber,
que resulta num regime de poder.
Encerro este texto fazendo uma reflexão dessa analogia de
corpo (dança) com o território que Marina Tampini professora bailarina, diz
que: improvisar na dança não é perder-se em um buraco ou redemoinho sem
referentes, nem tampouco fazer o primeiro
que nos ocorre. O marco em questão é dado pelas sensações e imagens que
produzem os corpos em contato e a partir das forças físicas que geram e os sustentam.
A função do marco é a de criar um território de indagações comuns, que
estabelece com claridade o que fica fora e o que entra.
Em síntese penso que a atividade dos tecidos em movimento
era uma introdução da pesquisa que iríamos realizar no decorrer do terceiro
semestre, o qual resultou na produção do saber e na aquisição de conhecimento.
Bibliografia
DELEUZE, G Francis Bacon. Lógica de la sensación. Madri:
Arena, 2003.
DELEUZE. G; GUATTRI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro:
Ed. 34, 1992.
LISPECTOR, C. Água Viva. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1980.

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