quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Aceitar as difenças



Colegas! Estava pensando um pouco sobre etnocentrismo de hoje etnos tem origem grega que quer dizer nação, povos ou pessoas e centrismo que indica centro.

No entanto, resolvi introduzir estas palavras para ajudar nesta reflexão que envolve o: Etnocentrismo e relativismo cultural

“O relativismo cultural é uma corrente de pensamento ou doutrina que tem como objetivo entender as diferenças culturais e estudar o porquê das diferenças entre culturas distintas. Enquanto o etnocentrismo tem uma vertente de confronto, o relativismo aborda as diferenças de uma forma apaziguadora.
É importante destacar que o relativismo cultural é uma ideologia que defende que os valores, princípios morais, o certo e o errado, o bem e o mal, são convenções sociais intrínsecas a cada cultura. Um ato considerado errado em uma cultura não significa que o seja também quando praticado por povos de diferente cultura”. Em outras palavras o etnocentrismo é extremamente preconceituoso julga culturas, povos, pessoas diferentes de si a partir do seu conceito de certo ou errado, sem se importar com seus costumes e crenças.
Meu questionamento é o seguinte: como vamos combater preconceito e a descriminação com nossos alunos, em um momento em que é tão comum vivenciarmos situação de preconceito, numa sociedade pós-moderna liquida em que o egocentrismo é tão comum em nossa cultura, principalmente quando falar de práticas inclusivas virou um desafio. Se fosse enumerar essas situações não caberiam nesta página. Desde essas concepções gostaria de colocar minhas idéias a partir dos estudos das interdisciplinas de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem: Literatura e práticas pedagógicas, onde foi trabalhada a questão das diferenças.
Extremistas, fanáticos e radicais. Um sectarismo que não admite a opinião contrária, uma pasteurização social que assola e enfraquece nossa cultura. Em que o estigma do pré-conceito e descriminação está presente, mais visível e escancarado para todo mundo ver.
Em contrapartida, sobre tudo entra em cena a empatia e compaixão, irei explicar um pouco sobre essas duas palavras. Ambas tem raízes em palavras latinas e gregas. Primeiramente a empatia significa ver com os olhos de outra pessoa, identificando-se com ela e compreendendo o que ela está sofrendo e a segunda a  compaixão significa “ sofrer com”. Essas palavras nos ajudam a refletir e a aceitar as diferenças se colocando no lugar do outro, usar de empatia é o mesmo que amar o próximo seja o próximo qual for diferente física, espiritual, no agir, de cor, idade, economicamente, doença e tudo o mais. Devemos amá-los como a nós mesmos, como o nosso mestre Jesus Cristo havia nos ensinado a mais de dois mil anos atrás, a situação continua a mesma só mudam as palavras.
Para finalizar esta reflexão tirei este pensamento da Bíblia que me ajuda muito a pensar no outro, ou seja, ajudar o outro sem interesse nenhum: “Um samaritano, (...) vendo (O homem ferido), moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se (...) cuidou dele. (...) Vai, e faze da mesma maneira. (Lucas 10: 33-34,37).
As interdisciplinas trabalhadas nos semestres anteriores e neste que está encerrando como: História, Literatura e outras, nos possibilitam os instrumentos necessários para lidar com o aluno que chega a nossas mãos na sala de aula nos capacitando a ter uma sensibilidade e compreensão do universo cultural do ser humano e como é constituído a aprendizagem e desenvolvimento. É considerado uma riqueza com a qual nos transmite suporte para iniciar um trabalho efetivo de ensino da leitura e da escrita em nosso país.
Em síntese só se reconhecendo a diversidade cultural, em um país plurietnico-cultural como o nosso Brasil,  como uma oportunidade, como um valor, podemos falar de avanços para práticas de inclusão. Ao ensinar sobre o relativismo cultural ou atributos Cristãos de tolerância e compaixão, perceberá que é só pelo exemplo que se ensina. Demonstrar é mais eficiente do que explicar, e o resultado é compensador ver crescer a auto-estima, o amor próprio no outro, a alegria e o brilho de viver não tem preço. Fica a dica no momento, abraços a todos (as).

Bibliografia


Nenhum comentário:

Postar um comentário