Colegas! Estava
pensando um pouco sobre etnocentrismo de hoje etnos tem origem grega que quer
dizer nação, povos ou pessoas e centrismo que indica centro.
No entanto, resolvi introduzir estas palavras para ajudar nesta reflexão que envolve o: Etnocentrismo e relativismo cultural
“O relativismo cultural é uma
corrente de pensamento ou doutrina que tem como objetivo entender as diferenças
culturais e estudar o porquê das diferenças entre culturas distintas. Enquanto
o etnocentrismo tem uma vertente de confronto, o relativismo aborda as
diferenças de uma forma apaziguadora.
É importante destacar que o
relativismo cultural é uma ideologia que defende que os valores, princípios
morais, o certo e o errado, o bem e o mal, são convenções sociais intrínsecas a
cada cultura. Um ato considerado errado em uma cultura não significa que o seja
também quando praticado por povos de diferente cultura”. Em outras palavras o
etnocentrismo é extremamente preconceituoso julga culturas, povos, pessoas
diferentes de si a partir do seu conceito de certo ou errado, sem se importar
com seus costumes e crenças.
Meu
questionamento é o seguinte: como vamos combater preconceito e a descriminação
com nossos alunos, em um momento em que é tão comum vivenciarmos situação de
preconceito, numa sociedade pós-moderna liquida em que o egocentrismo é tão
comum em nossa cultura, principalmente quando falar de práticas inclusivas
virou um desafio. Se fosse enumerar essas situações não caberiam nesta página. Desde
essas concepções gostaria de colocar minhas idéias a partir dos estudos das
interdisciplinas de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem:
Literatura e práticas pedagógicas, onde foi trabalhada a questão das diferenças.
Extremistas,
fanáticos e radicais. Um sectarismo que não admite a opinião contrária, uma
pasteurização social que assola e enfraquece nossa cultura. Em que o estigma do
pré-conceito e descriminação está presente, mais visível e escancarado para
todo mundo ver.
Em
contrapartida, sobre tudo entra em cena a empatia e compaixão, irei explicar um
pouco sobre essas duas palavras. Ambas tem raízes em palavras latinas e gregas.
Primeiramente a empatia significa ver com os olhos de outra pessoa,
identificando-se com ela e compreendendo o que ela está sofrendo e a segunda
a compaixão significa “ sofrer com”.
Essas palavras nos ajudam a refletir e a aceitar as diferenças se colocando no
lugar do outro, usar de empatia é o mesmo que amar o próximo seja o próximo
qual for diferente física, espiritual, no agir, de cor, idade, economicamente,
doença e tudo o mais. Devemos amá-los como a nós mesmos, como o nosso mestre
Jesus Cristo havia nos ensinado a mais de dois mil anos atrás, a situação
continua a mesma só mudam as palavras.
Para
finalizar esta reflexão tirei este pensamento da Bíblia que me ajuda muito a
pensar no outro, ou seja, ajudar o outro sem interesse nenhum: “Um samaritano,
(...) vendo (O homem ferido), moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se
(...) cuidou dele. (...) Vai, e faze da mesma maneira. (Lucas 10: 33-34,37).
As
interdisciplinas trabalhadas nos semestres anteriores e neste que está
encerrando como: História, Literatura e outras, nos possibilitam os
instrumentos necessários para lidar com o aluno que chega a nossas mãos na sala
de aula nos capacitando a ter uma sensibilidade e compreensão do universo
cultural do ser humano e como é constituído a aprendizagem e desenvolvimento. É
considerado uma riqueza com a qual nos transmite suporte para iniciar um
trabalho efetivo de ensino da leitura e da escrita em nosso país.
Em síntese
só se reconhecendo a diversidade cultural, em um país plurietnico-cultural como
o nosso Brasil, como uma oportunidade,
como um valor, podemos falar de avanços para práticas de inclusão. Ao ensinar
sobre o relativismo cultural ou atributos Cristãos de tolerância e compaixão,
perceberá que é só pelo exemplo que se ensina. Demonstrar é mais eficiente do
que explicar, e o resultado é compensador ver crescer a auto-estima, o amor
próprio no outro, a alegria e o brilho de viver não tem preço. Fica a dica no
momento, abraços a todos (as).
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