
Disponível em: https://br.images.search.yahoo.com/yhs/search?p=imagem Acessado em: 28/12/2018.
Com o passar dos tempos o PEAD mostrou-me o quanto o lúdico é importante no processo ensino/aprendizagem da criança. As crianças realmente levam a sério o brincar.
Muitas vezes quando queria que eles levassem a sério o conteúdo aplicado adaptei a determinada brincadeira e na maioria das vezes dava certo elas respeitavam direitinho as regra.
Certo dia percebi que a turma estava muito dispersa entre si. Pensei em como poderia promover a integração entre eles, as brigas eram constantes. A escola promovia palestras sobre boas maneiras e afetividade. Passávamos filmes e eles continuavam se queixando uns dos outros. Até que tive a ideia de fazer brincadeiras de passar bilhetinhos exaltando os pontos positivos dos colegas e tentassem descobrir de qual pessoa o bilhete falava. Lembro-me de ter ensinado outra brincadeira que fazia muito durante a minha adolescência em MT (Mato Grosso).
Nessa brincadeira tínhamos a oportunidade de apertar a mão da pessoa escolhida da roda com os olhos vedados por um lenço. O aluno da roda que escolhesse pera - deveria acenar com a mão para a pessoa escolhida;uva - dar um oi; maçã - o aluno deveria dar um abraço na pessoa escolhida por ele da roda. Por ultimo quem escolhesse salada mista deveria dar um beijo no rosto do aluno escolhido por ele ou ela. A regra era, depois de escolhida a pessoa ou aluno (a) da roda não poderia trocar por outra pessoa. Quando a professora dissesse é esse? O aluno responde dizendo, não até chegar na pessoa que sem olhar o aluno(a) responde (sim) é esse. Se escolhesse deveria fazer o correspondente a fruta ou salada mista escolhida. Ex: se escolhesse salada mista deveria dar um beijo no rosto da pessoa escolhida e assim por diante. Se tivessem alguma desavença com algum colega, nesse momento deveria esquecer as divergências.
Com essa brincadeira percebi que nos corredores um falava salada mista para o outro.
Assim a turma ficou mais alegre, amigável. Pararam com o receio de tocar um no outro. Antes se tocassem um no outro era motivo de discórdia e xingamentos, gerando um clima de mal estar entre todos.
Conforme o relato dessas experiências desde muito cedo como já foi postado nos primeiros eixos a criança já brinca e gosta de brincar. Que tal vivenciar experiências como essa? Seus alunos vão adorar.
Por fim, refletindo o que escrevi antes sobre ludicidade e concepção que tenho hoje desse conceito, não mudou muito, mais acrescentou muito. O brincar é um espaço de apropriação e constituição pelas crianças de conhecimentos e habilidades. Esses conhecimentos vão se tecendo nas narrativas do dia-a-dia. Construindo as bases para a aprendizagem e situações que aproxima da realidade cotidiana do aluno. Pensando novas formas de desenvolver o tripé que envolve o brincar, cultura e conhecimento com as experiências da infância e por que não da adolescência também? Escolhi a postagem do link abaixo para continuar comprovando o que escrevi acima. Disponível em>
https://blogdeumaprofessoranors.blogspot.com/2016/06/brincadeira-e-coisa-seria.htmal Acessado em: 28/12/2018.
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