Queridos
colegas achei por bem fazer esta postagem pensando no bem estar e me colocando
um pouco no lugar das pessoas surdas, para tentar entender esse processo de
inclusão não pela necessidade auditiva mais a falta de compreensão por parte da
classe dominante, uma vez que sua bandeira de luta e esforço constante é um
exemplo para todos nós.
Segundo Mazzotta (2003), a
defesa da cidadania e do direito à educação das pessoas com deficiência é atitude recente em nossa sociedade,
manifestando-se através de medidas isoladas de indivíduos ou grupos. A
conquista e o reconhecimento de alguns direitos dessas pessoas, e nessa
etiqueta estão os surdos, são
registrados como elementos integrantes de políticas sociais, a partir de meados
do século passado. No Brasil, a
comunidade surda registrou em sua trajetória lutas, realizações, frustrações,
sucessos e fracassos. Algumas dessas batalhas aconteceram na tentativa de
que fossem cumpridas as determinações postas na legislação vigente.
A
LDBEN/96, no artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos
alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às
suas necessidades. Contudo, a realidade
do aluno surdo é outra, a escola continua oferecendo programas educacionais
voltados para ouvintes e elaborados,
na maioria, por ouvintes. São exíguos os
programas que têm a participação de surdos e, portanto, consideram o seu modo
de viver: sua cultura, sua língua, suas necessidades e seus interesses. Enfim,
compreendem e respeitam as suas especificidades no processo de inclusão
escolar, dando-lhes o direito de serem pessoas diferentes e não
deficientes.Dentre as muitas questões que têm surgido como barreiras na educação do surdo, para que se efetive uma
aprendizagem significativa, destacamos a
falta de qualificação profissional do intérprete. A presença desse profissional, como já colocado, tem viabilizado o acesso do surdo no
cotidiano escolar, mas não tem garantido
a permanência e a qualidade do ensino. A
falta de domínio do assunto a ser interpretado, resulta em acréscimo,
supressão ou, ainda pior, em equívocos de informações que comprometem a
compreensão dos conteúdos ensinados pelo professor ouvinte. Outra barreira importante diz respeito
ao fato de a maioria dos surdos serem
filhos de pais ouvintes, motivo pelo qual costumam chegar à escola sem o
conhecimento da língua de sinais. Como resultado disso, eles levam um tempo longo para usufruírem do trabalho do intérprete.
É necessário que a escola crie espaços para que a pessoa surda possa
manifestar-se culturalmente, nas suas formas particulares de expressão.
Em fim caros
colegas!A língua de sinais é bastante utilizada na comunicação com portadores
de necessidades auditiva. Ela não é uma linguagem universal, ou seja, como toda
língua a mesma é própria do seu lugar, claro que com heranças culturais de
outros países, como no nosso caso é bem forte dessa cultura França. No Brasil
temos a Libras – Língua Brasileira de Sinais. Em uma comunicação com portadores
de necessidade auditiva, nem todas as palavras são soletradas. Alguns sinais
podem representar palavras ou sentenças completas, facilitando e agilizando a
comunicação. Apesar disso, qualquer pessoa pode aprender o alfabeto de sinais.
É uma questão de cidadania, bem como procurar meios de se comunicar com pessoas
surdas é o mínimo que podemos fazer para amenizar sua situação. Percebo que
existe muitas barreiras que as pessoas surdas precisarão enfrentar no intuito
de que seus direitos sejam respeitados de pessoas dignas, que constituição faz
menção de direitos iguais para todos.
Em síntese
usando as palavras de Mirlene f. Macedo Darmázio e Josimário de Paula Ferreira
em seus trabalhos de Educação de pessoas com surdez – atendimento educacional especializado
em construção, “nesse processo educativo de contatos humanos, a educação no
atendimento educacional especializado para a pessoa com surdez significa
preparar para a individualidade e a coletividade, buscando uma comunicacional-dialogal-global,
deflagrando uma sociedade mais solidaria, fraterna e humana, em que a mente ao
poder, mas possam liberá-lo”.
Bibliografia
WWW.cts.org.br/surdodum/discografia.htm acesso em 10/06/2016
Secretaria
de Educação Especial/Mec –Inclusão / Revista da Educação Especial V.5 nº1
janeiro/julho de 2010. ISSN 1808 – 8899.