quinta-feira, 3 de maio de 2018

Desafios da mulher na EJA

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Caros colegas! Como este mês de maio comemoramos o dia das mães resolvi homenagear as alunas poderosas da EJA. Com os desafios que essas mulheres enfrentam para estarem todas as noites na escola, como mostra a figura acima.
Em conversa com minhas amigas da terceira idade que fazem e já fizeram a EJA (Educação de Jovens e Adultos). Fizeram-me pensar e a fazer várias indagações a elas.
Comecei perguntando por que não estudaram no tempo certo, a maioria disseram que foi por morarem na roça, no interior e os pais acharem que as mulheres não precisavam estudar só os homens. Para tanto,  os pais alegavam que a mulher precisava se preparar para ser mãe e dona de casa.
  "A volta á escola na idade adulta, implica, para homens e mulheres, conciliar diferentes responsabilidades. Na revista pedagógica (2014) fala um pouco dos desafios dessas guerreiras frente ao trabalho, a casa e a escola. "O trabalho faz com que muitos se ausentem das aulas, embora a busca de ascensão social e profissional seja a principal razão mencionada para a permanência a escola, muitas mulheres ainda tem exclusiva responsabilidade nos cuidados da casa e da família".
Inspirada no artigo dessa revista perguntei se os esposos delas as apoiaram nesse momento crucial de dividir o tempo delas com a prole, e o trabalho remunerado e os afazeres da escola. Uma delas respondeu "olha, tem vez que o J. me ajuda, mas tem vez que não. Agora mesmo, só  quando ele quer. Homem é assim, né só faz quando quer.
Diversos depoimentos mostram que, para garantir o direito á educação, as mulheres têm que fazer múltiplas negociações em família, para a volta à escola.
Essa pesquisa pode contribuir para a reflexão e para a prática dos professores da EJA. Tendo conhecimento de que as educandas da EJA cuidam da família e da casa durante os fins de semana, podemos, por exemplo, repensar as tarefas escolares extra-classe com os respectivos temas. Sugerindo a importância de elaborar práticas compatíveis com as possibilidade e necessidades das mulheres, mãe, trabalhadoras e alunas.
Dessa forma, encerro minha sincera homenagem a essas mulheres  poderosas e maravilhosas. Me falta palavras para descrever tamanha magnitude dessas guerreira.


Referência:

Revista. Presença pedagógica set/out/2014. P. 12 - 14.
www.presençapedagogica.com.br/ Acessada dia 1º de maio de 2018.

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