quarta-feira, 29 de maio de 2019

Instituição especializadas e escolas especiais podem oferecer /ensino Fundamental?

     Caros colega olhem aqui esta informação muito importante da LDBEN. Esta lei, deixa bem claro o papel das instituições especializadas ou escolas especiais quanto a oferecer ensino fundamental e certificação dos mesmos. É bom os pais se inteirarem sobre  a LDBEN, pois é muito importante para não ficarem equivocados com relação onde realmente devem matricular seus filhos sem contar que podem se apoiar nessa lei para não se iludirem com a falsa promessa de uma instituição de ensino quando na verdade não passa de uma instituição de atendimento especializado. Ou seja, essas escolas  especiais não podem substituir e sim complementar as escolas comum em todos os seu níveis como afirma abaixo.

    " A LDBEN trata no seu título V “Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino”. De acordo com o artigo 21, a Educação Escolar é composta pela Educação Básica e pelo Ensino Superior. A Educação Básica, por sua vez, é composta das seguintes etapas escolares: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
     Portanto, está correto o entendimento de que a Educação Especial perpassa os diversos níveis de
escolarização, mas ela não constitui um sistema paralelo de ensino, com seus níveis e etapas
próprias. A Educação Especial é um instrumento, um complemento que deve estar sempre presente
na Educação Básica e Superior para os alunos com deficiência que dela necessitarem.
     Uma instituição especializada ou escola especial são assim reconhecidas justamente pelo tipo de
atendimento que oferecem, ou seja, atendimento educacional especializado. Sendo assim, suas escolas não podem substituir, mas complementar as escolas comuns em todos os seus níveis de ensino.
     Conforme a LDBEN, em seu artigo 60, as instituições especializadas são aquelas com atuação
exclusiva em educação especial, “para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público”". (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, 2004 p. 14).
      Esta providência deve ser adotada com urgência no que diz respeito a alunos com deficiência, em idade de acesso obrigatório ao Ensino Fundamental. Os pais/responsáveis que deixam seus filhos dessa idade sem a escolaridade obrigatória, podem estar sujeitos às penas do artigo 246 do Código Penal, que trata do crime de abandono intelectual. É possível até que os dirigentes de instituições que
incentivam e não tomam providências em relação a essa situação, possam incorrer nas mesmas penas
(art. 29, CP). O mesmo pode ocorrer se a instituição simplesmente acolhe uma criança com deficiência recusada por uma escola comum (esta recusa também é crime, art. 8º, Lei 7.853/89), e silenciar a respeito, não denunciando a situação. Os Conselhos Tutelares e autoridades locais devem ficar atentos para cumprir seu dever de garantir a todas as crianças e adolescentes o seu direito de acesso à escola comum na faixa obrigatória. (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, 2004 p. 15).
Achei importante postar aqui estas informações espero que possa auxilia-los com relação a questão das instituções.
O link que estou complementando está disponível em: https://blogdeumaprofessoranors.blogspot.com/2017/09/diversidade-ou-diferenca.html Acesso em 07/07/2019.
Continuo reafirmando que: Conviver com pessoas diferentes enriquece nosso cotidiano com perspectivas variadas. Muitas vezes os pais por desconhecerem as leis que ampara seus filhos especiais na escola acabam muitas vezes sendo enganados deixando seus filhos fora das classes comum.


Referencia

O Acesso de Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular / Ministério Público Federal: Fundação Procurador Pedro Jorge de Melo e Silva (organizadores) / 2ª ed. rev. e atualiz. – Brasília: Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, 2004.


terça-feira, 28 de maio de 2019

TIC e a EAD

 Inclusão digital

Businessman using notebook with technology, internet and networking concept : Foto de stock



Pensando na oportunidade que tive de cursar uma licenciatura a distância aumenta as possibilidades de inclusão digital, o que por sua vez amplia a percepção de mundo bem como trás empoderamento e autoconfiança.
Reconheço e sei dos benefícios do acesso a um curso superior a distância em especial as aprendizagens das TIC, posso dizer com conhecimento de causa, pois vivenciei isso em minha vida acadêmica desde o início no PEAD.
Confesso que com certeza a EAD foi minha chance de inclusão no universo acadêmico, fiquei mais ativa virtualmente depois que do PEAD, vi-me bem mais ativa e curiosa. Lembrando que não foi sempre assim, no início do curso, sentia-me confusa e tinha ansiedade, queria fazer tudo menos tocar no computador. Mas, precisava pois, minha faculdade era EAD, Eu não sabia nem postar minhas tarefas. Ficava pensando será que é da forma que estou fazendo? Tudo era novo precisava de ajuda, lembro-me que a tutora Raquel muito eficiente caiu do céu e me deu um grande empurrão. Quando via colegas digitando com muita rapidez, enquanto eu, catando milho como diz no interior, me sentia um pouco impotente e até mesmo envergonhada e receosa de perguntar e errar. O legal!  É que fui ganhando habilidade, desenvolvendo técnica que nem eu mesmo sabia que conseguiria desenvolver, por exemplo, postar documento, vídeos, fazer pesquisa de diversas forma. Aprendi a usar a plataforma do Pbworks, aprendi a dominar o espaço da internet trocar mensagens de forma nova para mim. Na minha cidade em MT só tem uma universidade pública e é muito concorrida. Sinto-me muito grata pelo salto que as universidades estão rompendo seus muros para a inclusão digital e comunicação mediada com o computador. Não só com seus belos laboratórios de informática, mais mediando e possibilitando para que de fato a inclusão digital seja uma realidade no campo acadêmico.

Inclusão em escola exclusiva Como devem ficar as escolas das instituições especializadas?

"A LDBEN cita as modalidades Educação Profissional e Educação Especial em capítulos destacados da Educação Básica e Superior, não podendo estas modalidades expedirem certificações equivalentes ao Ensino Fundamental, Médio ou Superior. Portanto, está correto o entendimento de que a Educação Especial perpassa os diversos níveis de escolarização, mas ela não constitui um sistema paralelo de ensino, com seus níveis e etapas próprias. A Educação Especial é um instrumento, um complemento que deve estar sempre presente na Educação Básica e Superior para os alunos com deficiência que dela necessitarem. Uma instituição especializada ou escola especial são assim reconhecidas justamente pelo tipo de atendimento que oferecem, ou seja, atendimento educacional especializado. Sendo assim, suas escolas não podem substituir, mas complementar as escolas comuns em todos os seus níveis de ensino. Conforme a LDBEN, em seu artigo 60, as instituições especializadas são aquelas com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público" (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão Brasília, setembro de 2004, 14)
 A interdisciplina que tive no PEAD de Educação de Pessoas com necessidades educacionais especiais e o estágio curricular obrigatório em uma unidade escolar especializado proporcionou-me ter uma visão mais criticas com relação a essas escolas.


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 Como devem ficar as escolas das instituições especializadas? Inclusão em escola exclusiva ou inclusiva.

A LDBEN deixa claro que as escolasdas instituições ditas especiais ou especializadas devem servir de apoio técnico e financeiro para o poder publico. Muitas vezes a categoria do magistério invisibilizam esse tipo de problema, vemos ainda muitas instituições especializadas sendo denominadas de escolas. Isso mesmo fazendo contribuições e até mesmo servindo de escola para muito aluno deficientes. Com professores que estão sem expectativa, não acredita no seu poder poder de mudança. A culpabilização é de quem? Normalmente é colocada na família que não conhece a LDEBEN. Se a categoria soubesse que também são responsáveis pela não participação dos pais e por não potencializar o aluno. Muita coisa mudaria em direção a qualidade ideal nessa modalidade de ensino.

Escola "diferente" ou escola "não democrática"

Resultado de imagem para imagem de escola democratic inclusivaA escola democrática deve ser participativa e inclusiva. Observo pelas minhas vivencias nas várias escolas que já passei o quanto as escolas precisam mudar principalmente adaptar-se.
Fazer a educação com  qualidade onde seja acessível e participativa. Deve ser pensado e gestado como importante para essa mudança. O PPP (Projeto Político Pedagógico) deve ser formado por toda a comunidade para os discentes.
Pensar o sujeito como um bem comum a todos da escola implica em pensar no direito do aluno independente de onde esteja através de políticas públicas.
     Deve ser frisado que todo aluno no município tem o mesmo direito. Os pais devem se inteirar de seus direitos, ou melhor, devem conhecer bem a LDB.

O antes e o depois no PEAD

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                                        Reta final

Estou na reta final depois do maravilhoso estágio, o meu relatório foi um pouco trabalhoso por não entender bem a proposta. Bom! No final deu tudo certo.
Agora no TCC, encontrei uma orientadora na área a professora  Dra. Gabriela Brabo caiu do céu na hora que mais precisava me tranquilizei mais. Está sendo uma delícia pesquisar, costurar e montar o texto tendo alguém que me dê suporte pedagógico, sinto que posso respirar melhor agora. Isso significa sucesso, essas professoras e professores estudam bastante para nos dar esse suporte pedagógico e assim, fazer uma educação de qualidade que é o que mais sonho. É seguindo  esse  sonho que vim parar na UFRGS, uma universidade preocupada com a qualidade do ensino. pois,  percebo que é um trabalho sério que foi pensado em conjunto para mim como aluna professora.
Pois, esse tempo no PEAD, me fez perceber e refletir o meu papel como professora. Ou seja, agora sei que quando me esforço, oferecendo o melhor de mim no meu trabalho não estou fazendo pelo sujeito ou para a escola, estou fazendo por mim mesma pois, se o aluno não está bem meu trabalho também não atingiu o resultado esperado. Uma vez que  a avaliação deve ser sempre em cima do trabalho do professor, sendo assim, se o aluno vai bem o mérito será também do professor.  Aprendi a pensar no bem estar do meu aluno como um bem comum, isso implica pensar no direito que o aluno tem independente do local onde esteja, seja público ou privado. Dessa forma não corro o risco de ser parcial com meus alunos.
Tudo no PEAD  foi bem planejado e bem apurado para mim aluna - professora, com o corpo docente bem atenciosos e capacitados.
 Fazendo um paralelo do meu trajeto no  PEAD entre o antes e o depois  posso dizer que evolui muito profissionalmente e passei a amar  mais ainda o que faço apesar dos percalços  tudo está valendo a pena!
Pensando assim resolvi explicar um pouco dos desafios nessa minha trajetória desde o inicio até chegar aqui no PEAD. Em 2015 após longos oito anos longe do ambiente acadêmico devido a problemas relacionados a saúde do meu pai e posteriormente da minha mãe, ingressei-me no curso de Pedagogia na modalidade EAD/UFRGS, acreditando em um novo formato de ensino de qualidade. De início gostei da ideia por ser um Ensino de Modalidade a Distancia (EAD), acreditava que seria simples, não precisaria ficar quatro horas dentro faculdade, pois, já tinha feito uma graduação. O tempo que fiquei longe da academia gerou-me perdas significativas, quase desisti do curso do PEAD várias vezes principalmente pelo desafio da minha escrita, administração do tempo de estudo e conciliá-lo com o trabalho e o uso do computador que a essa altura eu me via bem desconexa com a realidade do PEAD. Parece pouco a minha evolução para muitos, mais para mim o desafio do recomeço é bem visível as adversidades enfrentadas, sinto-me vitoriosa só pelo fato de ter chegado até aqui. Embora não invisibilizo que ainda ha muito que melhorar. O PEAD e o amor a profissão me empodera e faz-me sentir o desejo de chegar mais longe.  Encerro esta minha postagem com esta citação de Gohn (2004, p. 230) sobre empoderamento onde ele refere-se tanto
                              ao processo de mobilização e prática destinado a promover e impulsionar                                              grupos e comunidades - no sentido de seu crescimento, autonomia, melhora                                          gradual e progressiva de suas vidas (material e como seres humanos dotados de                                   uma  visão crítica da realidade social), dos excluídos, carentes e de mandatários de                                bens elementares à sobrevivência, serviços, atenção pessoal etc., em sistemas                                          precários, que não contribuem para organizá-los.                           
                                                                                                                  
Referencia
OHN, Maria da Glória. Empoderamento e participação da comunidade em políticas sociais e Saúde soc. . [online]. 2004, vol.13 n 2 pp. 20 - 31. Maio/ag. 2004.