sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ética no cotidiano escolar

Caros colegas! Me transportei ao texto da autora (Herman, 2008 p. 15 e 16) com o titulo de: Ética: A Aprendizagem da Arte de Viver. Para em seguida descrever como observo a Ética da Aprendizagem em minha prática no cotidiano escolar. Quando a autora descreve arte de viver e o papel que uma educação étnico-estética se constitui pelo reconhecimento da tensão entre o eu singular e o nós (comum). Me remeteu  a continuar refletindo suas palavras quando diz que: "na nossa vida estimulante e maravilhosa é também parte do mundo em seu conjunto, um mundo em que  a fome e a doença são a sina diária de grande parte dos seres humanos que ainda existem". 
De inicio o texto faz uma indagação fazendo o seguinte questionamento com relação ao contraste entre essas duas imagens da vida humana dizendo: Que direito tem alguém de viver num mundo feliz, que pode expressar-se livremente, enquanto exista o outro mundo e alguém seja parte dele?  
A partir dessas reflexões que meus alunos registram dentro de si uma memória não racional, o quanto ele aluno como sujeito foi respeitado em sala de aula por mim (professora) e por seus colegas. Penso que esse é um dos primeiros pontos da ética. O respeito mutuo é importante na construção do processo da identidade e do conhecimento desse sujeito. Depois que descobre a importância do respeito mutuo fica fácil explicar ao aluno que: não é ético machucar os outros.
Por fim, reforço sempre que devemos tratar os outros, mesmo que ausentes, do mesmo jeito que gostaríamos de ser tratados.  

Resultado de imagem para imagem sobre respeito na escola




Referência:
https://userscontent2.emaze.com/images/573eac7e-7319-4fee-b86f-9c916e60ab49/6db30f5b866faa0f0efe921ffa0ef869.jpg Acessado dia 10/01/2018.

Reflexão dos vídeos quanto Vale ou é Por Quilo e o filme Vênus Negra

Começo minha reflexão como texto Na busca pela compreensão dos sentidos e dos significados da escola para todos no século XXI, “primeiramente contextualizo a sociedade Moderna e a Pós-Moderna, para então apresentar a escola como construção da Modernidade, mas hoje trabalhando com os mesmos conceitos porém dentro da Sociedade Pós-Moderna”. (p. 2)
O vídeo quanto Vale ou é Por Quilo e o filme Vênus Negra. Retratam a exploração da mão de obra extremamente barata.
Faz uma mostra dos projetos assistencialistas e quem lucra com tudo. Onde os colaboradores desses projetos que fazem contribuições, nunca sabem do destino final dessa contribuição. O texto faz menção à cultura da civilização privilegiada, mostra também os indivíduos excluídos conformados com as imposições do estado e com as migalhas vindas dos dominadores que os exploram.   Usando o slogan “em nome de diminuir as desigualdades sociais” para poderem lucrar com essas causas sociais. Faz nos refletir para onde realmente vão essas contribuições e investimento sociais.  Bem como, transparência na administração destes recursos. E se  a reinclusão social é  uma realidade em nosso período pós moderno.
O filme Quanto vale ou é por Kilo: Faz várias reflexões fazendo um contexto histórico do período colonial.  Articulando esse período com o período atual, chamado de período pós-moderno.

Fridmann, (1999) descreve ainda, como surge à designação da modernidade abrangente e menos apologética cheios de mudanças que cria façanhas e inseguranças assustadoras. Acaba perdendo valores de caráter autentico e autônomo. Deixando lugar para o aumento do individualismo e da funcionalidade das relações sociais. Retrata bem a postura que dizem respeito ás caracterização da sociedade, da imagem e da sociedade do conhecimento, abrangendo a escola como construção da modernidade. O poder cultural é amplo e não está centralizado só na escola no período pós-moderno. Resultando no que observamos na mudança cultural na escola desde o período moderno até os dias de hoje ditos pós-moderno. Que exige novas posturas dos professores, além de uma postura mais crítica, mudando para um cenário do cotidiano escolar de vivência e construção cultural.



“em nome de diminuir as desigualdades sociais”
Referência

FRIDMANN, Luís Carlos. Pós-Modernidade: sociedade da imagem e sociedade do conhecimento. Hist. Cienc. Saud-Manguinhos. [online]. Jul/jul. 1999, vol 6, nº. 2 [citdo 24 julho 2006], p. 353-375. Disponível na Wold Wide Web: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttex&pid=90104- 59701999000300007&Ing=pt&nrm=iso ISSN0104-5970 Acesso em: 31/05/2019.



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Quem é o verdadeiro deficiente?

A maioria das crianças não conseguem fazer lastro com a sala de aula. Contudo, fica fora dela. A escola que me encontro no momento não tem recurso suficiente para apoiar e criar laço com alunos portadores de deficiência.  Dessa forma ainda não pode se dizer que é uma escola preparada para incluir alunos com deficiência. Este não é um caso isolado da escola. A autora Isabel diz que em geral a sociedade é que é deficiente em atender pessoas portadoras de deficiência, carregadas de estigmas do preconceitos e discriminação.
Por fim, refleti ainda no quanto devemos contribuir para que as injustiças, comportamentos estigmatizados e posturas sem ética estejam a margem do conhecimento e experiências acumulados no seu cotidiano escolar. Onde estes alunos estão inseridos. 
A imagem abaixo mostra o aluno de inclusão criando laço com seu ambiente escolar e o objeto a ser estudado.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Jean Piaget sua teoria sobre o desenvolvimento da inteligencia

            Caros Colegas! Ouvimos muito se falar da teoria do desenvolvimento da inteligência do autor Piaget. Quando apliquei e fiz a observação do Método Clinico. Observei que minha aluna Down escolhia sempre o que estava mais próxima a ela. E sempre esquecia o que estava fazendo, precisava que eu repetisse várias vezes para ela, ainda assim se confundia ao organizar seu entendimento (próprio da Síndrome). Gostei muito desse método, pois, é uma forma de ouvir e entender o sujeito (aluno) em seu processo de construção do conhecimento. No método Clinico o importante é aproveitar a curiosidade do professor, lançando perguntas para a criança. Ouvir o aluno também é muito importante nesse processo de construção e desconstrução do conhecimento. Uma vez que ao falar o aluno constrói conhecimento e interagem uns com os outros. Como o próprio autor diz a estrutura social e afetiva instala possibilidades cognitivas.
Segundo a autora Maria Luiza este método possibilita que: “os educadores consigam escutar o sujeito escondido neles próprios e não se amedrontem com suas manifestações...”. (p. 47)
A princípio quando o Método Clinico de Piaget me foi apresentada confesso que fiquei um pouco confusa. Mas, a partir das leituras recomendada pelas professoras da interdisciplina da Psicologia da Educação e aplicando os exemplos do Método Clinico foi ficando mais claro. Neste momento já consigo entender e aplicar este método com meus alunos. 

Referência:
Costa, Maria Luiza Andreozzi da. Piaget. E a intervenção Psicopedagógica. São Paulo- Sp. 1997. Editora: Olho dágua. 1º Edição.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Relato de pais presentes na vida de sua filha, com síndrome de Down.

   Caros colegas! Gostaria que soubessem que diferentemente dos pais no filme: Como estrela na terra/toda criança é especial. Os pais da aluna Luiza (down) são muito presentes na vida escolar dela, dessa forma relatarei o parecer deles com relação a vida escolar da sua filha e os desafios que ela enfrenta. Apresentando a sua filha a seus professores aos que ainda não a conhecem.
   Piais: Luiza! Uma menina de 12 anos, com sonhos e alegrias como toda pré-adolescente, de sua idade onde irão conhecer sua meiguice, malicias, manhas e meios de se guardar dos preconceito e ignorância das pessoas em relação à sua maneira única de se relacionar e interagir com muito amor com as pessoas! Seu aprendizado e potencial, dar-se grande parte à profissionais que exercerão com sabedoria, a sua missão até hoje. Mas, também a ela que como uma guerreira, nunca desistiu de aprender.
Sua capacidade é evidenciada por, mestres, profissionais e nós como pais de que com paciência e com métodos certos, acreditamos na sua vitória em relação ao seu aprendizado na "Escola" será alcançado.
   Uma criança linda apaixonante como irão ver, mas, com algumas limitações cognitivas e motoras que exigem a dedicação de vocês
Uma criança que surpreende todo o dia que nos ensina a sermos mais felizes e conhecermos o amor puro, aquele que não quer nada de volta, sem medida.
Luiza, uma pérola esperando a sua ajuda para ser lapidada.

Luiza: não faz uso de mediação.

Dificuldades em abrir potes e fracos.
Usa óculos. Dificuldade motora leve.
 Necessita de orientação em atividades esportivas, físicas e fisiológicas.

Pai: André

Mãe: Samara

Seus pais concordaram em contribuir com esta postagem contemplando a interdisciplina do Seminário Integrador.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Estímulo à leitura para futuros leitores


Caros colegas! Com base no conhecimento que temos da importância dos pais disponibilizarem a se comprometerem e a dedicar um pouco do seu tempo para escolherem para comprarem livros com histórias e contos diferentes para seus filhos. Uma vez que a nossa proposta como professores alfabetizadores são a de estimular o hábito da leitura e proporcionar um momento de convívio e interação entre pais e filhos, fortalecendo este vínculo.

Porém! Quase sempre a desculpa é a mesma a falta de dinheiro e quando compravam não tinha muito a ver com histórias voltada para crianças. Como solução para esse impasse a Ana, Bibliotecária, da escola de tanto insistirmos resolveu apostar nos pequenos. Surgindo assim o clubinho da leitura infantil, foi explicado aos pais que o clube veio para auxilia-los no sentido da escolha dos livros que não precisavam ser novos poderiam virem de doações. Além da ajuda dos pais, os alunos maiores de outras turmas da escola auxiliavam. Nas gincanas, por exemplo, arrecadavam por meio de doações muitos livros para o “clubinho de leituras infantis”. As obras eram selecionadas por nós professores. A preocupação desta equipe antes de tudo seria a de fazer um planejamento para propor que as obras sejam adequadas à criança e que não se repita as temáticas. Evitando também temáticas muito comerciais, repudiando qualquer tipo de preconceito e discriminação. As perspectivas foram boas, pois a receptividade por parte das professoras e pais que iria ler para os alunos do jardim I de (4 – 4ª 11 m)e jardim II de (5 – 5ª 11 m), tem sido bem positiva e com ótimos resultados. As crianças não tem medo de abrirem os livros, abrem e começam até a imitarem os adultos lendo. 

Curso de Psicanálise

Caros colegas! Como estou começando a trabalhar diretamente como monitora de inclusão. O Curso de Psicanálise de extensão do curso de Educação da Ufrgs. Me proporcionou  fazer uma análise em minhas praticas com minha aluna Down e outro aluno autista. Especialmente com o ultimo,  que exigiu muito de mim, visto que era uma nova situação diferente de tudo que já vivi.
Os texto e as aulas me fez ver que autismo perpassa um processo de ensino a longo prazo, me fez compreender o quanto o laço afetivo é tão importante no processo ensino aprendizagem. A definição de autismo ainda é obscuro na área médica.
Aos poucos meu aluno foi se interagindo e se integrando com a sala de aula, conseguimos em parceria com alguns servidores do pátio como a Tia Rosália e o Tio Flávio outros a incentiva-los a sentir importante e estar a vontade para se dirigir a sala de aula com seus coleguinhas.
Após aprender sobre a importância do laço e alguns esforços para entendê-lo. Uma vez que só emitia som, mesmo assim me comunicava com este aluno, na esperança de que de alguma forma me compreendesse. Mesmo sem entender relatava todos os dias à rotina das aulas, aproveitava para apresentar as repartições da escola e interagir com outros funcionários e alguns alunos escolhidos a dedo para que não o assustasse. A título de conhecimento isso tudo acontecia quando estava tranquilo e tinha tomado os remédios direitinho em casa. Aos poucos fomos nos direcionando para a sala de aula, onde ele mesmo escolheu a classe que queria se sentar, escolheu sentar bem no fundo da sala, uma vez que, adora observar os coleguinhas.

                As aulas de Psicanálise e os diálogos com as colegas do curso, tirando nossas dúvidas com a professora, expressando nossas angústias e inquietações, eu como iniciante na área de inclusão aproveitei essa oportunidade para tirar minhas dúvidas e anotava tudo o que a professora falava sobre autismo. Gostei muito que a professora trouxe textos maravilhosos sobre autismo e outros relacionados a inclusão. Possibilitando trocas de conhecimento e aprendizagem, coloquei em minhas praticas diária de ensino. Uma vez que a princípio essa era a proposta da professora, Dra. Simone para o curso da Psicanálise para este semestre. Sobretudo, veio ao encontro com as disciplinas estudadas neste semestre. Anseio para que nos próximos semestres se repitam cursos enriquecedores como esse.