terça-feira, 20 de setembro de 2016

Princípios Alfabéticos


   Caros colegas desejo com o presente texto recordarmos algumas diretrizes bem sucintas que integraram o trabalho das autoras Ferreiro e Teberosky a qual me chamou muito a atenção e gosto de refletir e estudar sobre este tema. As imagens aqui presente acima mostra as crianças pequena estudando, compartilhando informações e o conhecimento que possuem. Abaixo a imagem da criança com o  computador estudando, nos remete a ideia do conhecimento que a criança tem com o objeto que usa para estudar.
Fica claro para as autoras que no inicio da escrita, a criança supõe que a escrita é outra forma de desenhar as coisas, não compreende que a escrita representa a fala, os sons da palavra e não as características do objeto a que o nome se refere. Produz alguns signos que já não são desenhos mas também não são letras convencionais. São grafias parecidas com letras (pseudopalavras). Logo ela notará que existem dois tipos de signos gráficos, além dos desenhos: letras e números.
Algumas metodologias utilizadas pelos professores vão abordando a escrita passo a passo, mas não permitem a reflexão. De nada adianta a sala de aula apresentar-se repleta de escrita, se não for entendida a lógica da escrita. Para aprender a ler e a escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensar sobre o que a escrita representa e como ela representa graficamente a linguagem.
Ferreiro e Teberosky, nos anos de 1974 a 1976 identificaram estágios sucessivos de concretizações que as crianças vão construindo à medida que interagem com a escrita e coma as pessoas que dela se utilizam, são eles.   
1.      Pré-silábico – a criança não possui noção de que a escrita representa os sons da fala.
2.      Silábico – é um salto qualitativo caracterizado pela crença de que cada letra representa uma sílaba – a menor unidade de emissão sonora.
3.      Silábico – alfabético – a criança reanalisa as sílabas em unidades menores, que são os fonemas, mas não inicia logo a atribuir a cada fonema um sinal gráfico.
4.      Alfabético – a criança compreendeu que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba e realiza sistematicamente uma análise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever.
Sintetizando a criança vive num ambiente letrado cheio de (revistas, livros, jornais, propagandas, rótulos, etc.), e observa pessoas atribuindo diferentes funções a escrita quando dela se aplica. Realizando tentativa de leitura e escrita (por necessidades ou por curiosidades), e a criança chega a escola com uma bagagem sobre o assunto ou objeto. Portanto para as autoras que vem se aprofundando cada vez no assunto: a interação da  criança com o objeto começa desde cedo, antes mesmo de ingressar no sistema de ensino. Saber disso colegas com certeza facilitará nossa mediação no ensino/aprendizagem, pois aproveitaremos mais as informações que o aluno possui.


Bibliografia
FERREIRO, E. ; TEBEROSKY, A. Psicogêneses da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
Fonte: SCHOTTEN, Neuzi. Indaial, 2003. Trabalho Acadêmico de Processos de Alfabetização. Curso Normal Superior. Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi.)

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