Caros colegas desejo
com o presente texto recordarmos algumas diretrizes bem sucintas que integraram
o trabalho das autoras Ferreiro e Teberosky a qual me chamou muito a atenção e gosto de refletir e estudar sobre este tema. As imagens aqui presente acima mostra as crianças pequena estudando, compartilhando informações e o conhecimento que possuem. Abaixo a imagem da criança com o computador estudando, nos remete a ideia do conhecimento que a criança tem com o objeto que usa para estudar.
Fica claro para as
autoras que no inicio da escrita, a criança supõe que a escrita é outra forma
de desenhar as coisas, não compreende que a escrita representa a fala, os sons
da palavra e não as características do objeto a que o nome se refere. Produz
alguns signos que já não são desenhos mas também não são letras convencionais.
São grafias parecidas com letras (pseudopalavras). Logo ela notará que existem
dois tipos de signos gráficos, além dos desenhos: letras e números.
Algumas metodologias
utilizadas pelos professores vão abordando a escrita passo a passo, mas não
permitem a reflexão. De nada adianta a sala de aula apresentar-se repleta de
escrita, se não for entendida a lógica da escrita. Para aprender a ler e a
escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensar sobre o que a escrita
representa e como ela representa graficamente a linguagem.
Ferreiro
e Teberosky, nos anos de 1974 a 1976 identificaram estágios sucessivos de concretizações que as crianças vão construindo à medida que interagem
com a escrita e coma as pessoas que dela se utilizam, são eles.
1. Pré-silábico – a criança não possui noção de que a escrita representa os
sons da fala.
2. Silábico – é um salto qualitativo caracterizado pela crença de que cada
letra representa uma sílaba – a menor unidade de emissão sonora.
3. Silábico – alfabético – a criança reanalisa as sílabas em unidades
menores, que são os fonemas, mas não inicia logo a atribuir a cada fonema um
sinal gráfico.
4. Alfabético – a criança compreendeu que cada um dos caracteres da escrita
corresponde a valores menores que a sílaba e realiza sistematicamente uma
análise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever.
Sintetizando a criança vive num ambiente letrado cheio de (revistas,
livros, jornais, propagandas, rótulos, etc.), e observa pessoas atribuindo diferentes
funções a escrita quando dela se aplica. Realizando tentativa de leitura e
escrita (por necessidades ou por curiosidades), e a criança chega a escola com
uma bagagem sobre o assunto ou objeto. Portanto para as autoras que vem se
aprofundando cada vez no assunto: a interação da criança com o objeto começa desde cedo, antes
mesmo de ingressar no sistema de ensino. Saber disso colegas com certeza
facilitará nossa mediação no ensino/aprendizagem, pois aproveitaremos mais as
informações que o aluno possui.
Bibliografia
FERREIRO, E. ; TEBEROSKY, A. Psicogêneses da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
Fonte: SCHOTTEN,
Neuzi. Indaial, 2003. Trabalho Acadêmico
de Processos de Alfabetização. Curso Normal Superior. Centro Universitário
Leonardo da Vinci (Uniasselvi.)

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