sábado, 18 de junho de 2016

Interprete da Língua Brasileira de Sinais – Libras e inclusão educacional da pessoa surda



Sei que a comunicação é um fator fundamental para o ser humano e LIBRAS é uma ferramenta que possibilita a interação dos surdos.
O intérprete da língua de sinais veio a suprir a necessidade da comunidade surda de se comunicar com pessoas ouvintes. Percebi em algumas pesquisas junto a comunidade de surdos e alunos da Escola Bilíngue Vitória (Libras), que nem sempre foi assim. Nos primórdios quem exercia essa função era a própria família pais, mães, irmãos ou parentes próximos. Quando a Língua Brasileira de Sinais foi oficializada é que se formalizou essa profissão de intérprete e não foi de forma instantânea, o processo foi lento.    
Atualmente há leis em vigor que regulamentam a profissão. Uma dessas leis é a LEI Nº 12.319 DE 01.09.2010 que regulamenta a profissão de Tradutor e Interprete de Língua Brasileira de Sinais /LIBRAS.
 Contudo esse processo se deu por meio da união da comunidade surda ciente de seus direitos e sabendo que o interprete seria um instrumento muito importante no processo de aprendizagem e a outra solicitação importante foi em defesa da escola bilíngue, estas foram a luta buscando valer seus direitos. Visto que os desafios eram muitos, “de aprender e de ter sua cultura lingüística, o direito que deve ser respeitado, pois foi garantido Neste parágrafo de desabafo, vemos alguém defender o direito não só do surdo, mas de todos pela Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência (BRASIL, 2009). CAMPELLO, A. R.; REZENDE, P. L. F. Em defesa da escola bilíngüe para surdos, por que não ser aceito e colocado em prática”? Uma vez que a escola regular de ensino não estão preparadas para a realização da inclusão tão na moda no momento.
O texto abaixo faz uma reflexão  exclusivamente,  aos surdos usuários da língua de sinais e suas dificuldades de adquirir naturalmente a língua da comunidade lingüística majoritária – a oral.
“A inclusão educacional da pessoa surda tem sido tratada nos últimos anos a partir de diversos ângulos, e em meio a opiniões nem sempre aceitas por grande parte da comunidade surda. neste texto, exclusivamente, aos surdos usuários da língua de sinais, visto que o nosso objetivo é discutir as especificidades na inclusão educacional da pessoa surda, que não tem possibilidade de adquirir naturalmente a língua da comunidade linguística majoritária –a língua oral –
.Antes, porém, faremos algumas considerações sobre o contexto sócio histórico que marcou o processo educacional das pessoas com deficiência e, em especial, dos surdos. A sociedade tem registrado ao longo da história da educação uma prática de exclusão que atinge todo e qualquer ser desviante do padrão social estabelecido. Essa exclusão social avançou posteriormente para o atendimento dentro das instituições de forma segregado, passando pela 17 prática da integração social e, atualmente, pela filosofia da inclusão social”. (SASSAKI, 2003).

Por fim a luta consiste, tão somente, em uma escola que reflita a situação sociolinguística e histórica dos alunos da comunidade surda, a escola regular de ensino precisará de um interprete profissional, oportunizando dessa forma um ensino mais justo e igualitário para todo, propiciando-lhes uma aprendizagem significativa.


Bibliografia:
BRASIL. Constituição; República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico,1988. 43
LACERDA, Cristina Broglie Feitosa de. Intérprete de Libras: em atuação na educação infantil e no ensino fundamental.
Porto Alegre: Mediação/FAPESP, 2009.LEITE, Emeli Marques
Costa.
Os papéis do intérprete de libras na sala de aula inclusiva.Petrópolis: Arara azul, 2005.
MAZZOTTA, M. J. S. Educação especial no Brasil:história e políticas públicas. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2003.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.QUADROS, Ronice Müller de. O tradutor e intérprete de língua brasileira de Sinais.
SASSAKI, R. K. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. 5. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2003.

sábado, 4 de junho de 2016

Brincadeira é coisa séria



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Em minhas pesquisas sobre o brincar para a criança, me fizeram amadurecer mais e ver todo o processo da fase da criança como algo que precisa acontecer e é natural que aconteça. Meus alunos adoram brincar! Alguns ficam muito zangados quando são interrompidos em suas brincadeiras ou se alguém mexe em seus brinquedos, seria como se quebrassem alguma regra, aprendem a ter noção de seriedade e disciplina.
   Percebi nesses estudos sobre a ludicidade muitas respostas, que me fizeram refletir o porquê da importância do brincar. As crianças adoram brincar e o quanto elas precisam brincar,  as brincadeiras as preparam para o futuro.
   Segundo a psiquiatra Suzana a criança que não brinca na infância será mais propensa a desistir fácil dos seus objetivos, a ser mais agressiva, retraída etc...
   Entendo que as briguinhas de brincadeiras fazem parte da preparação para a sua maturidade e também para saberem lidar com o estresse da vida adulta.
   Em fim hoje apoio muito mais meus alunos a brincarem e sempre que posso associo o conteúdo a um tipo descontraído de brincadeira e assim eles acabam aprendendo brincando, o trabalho rende mais, eles não ficam enfadados com o conteúdo aplicado. Sinto a satisfação deles ao desejarem vir para a escola, se integrando mais ao grupo e acreditem parece que não, mais o nível de concentração deles aumentam! São mais desinibidos, pena que muitos pais não tem essa mesma percepção! muitos não compreendem essa fase linda! Que logo passa.

   Colegas quem desejar saber mais sobre a pesquisa da Dr Suzana é so procurarem aqui: Suzana Herculano – Houzel, neurocientista professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ)- SIENTIFIC AMERICAN - Mente e cérebro ano XIX Nº 233.

A lei da escrita

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É magnífico! Quando percebo como na imagem acima as crianças traçando a escrita uma um pouco mais entendida sobre os tipos de signos gráficos e a outra no seu próprio entendimento dos signos gráficos, essa ultima segundo Ferreiro não é menos entendida do que a outra, sobre seu traçado,  explicarei melhor abaixo.
É interessante quando notamos as descobertas dos alunos por exemplo: quando ela nota que existem dois tipos de signos gráficos, além dos desenhos que são as letras e os números.
Abandonei a neura de me cobrar tanto e me preocupar com o certo e o errado, pois para a criança o seu traçado de escrita está correto e o adotamos como certo.
Segundo o raciocínio de Ferreiro, no inicio da alfabetização as dificuldades que as crianças enfrentam nessa fase faz parte da construção do sistema.
 Dessa forma os aspectos convencionais da escrita ( forma das letras, alinhamento horizontal, da esquerda para a direita) vão sendo adquirido ao escrever, essa seria a aprendizagem da lei da escrita.
Com essa compreensão nos tranquiliza e faz com que tranquilizemos também nossos alunos, seria como se o tempo fosse o melhor remédio e ao meu ver a aprendizagem é nada mais do que um processo de sequencia de ensino, atrelado a repetições desses processos que com o tempo tende a melhora.

Porque eu sou gremista e você é colorado? E aula de campo.




   Olá colegas! O tema deste texto acima relacionado, foi escolhido pelo grupo na última aula da disciplina: Seminário Integrador III (1º de junho de 2016) no presente curso de Pedagogia na modalidade a Distância, com a professora e coordenadora Rosane Aragão, optamos pelo tema: "Porque eu sou gremista e você é colorado"? Percebi que o grupo ficou  feliz com a escolha do mesmo, contudo, é um tema que mexe muito com a emoção todos e até mesmo 
a mim, que não sou torcedora colorado. Por não ser natural do Rio Grande do Sul, sou do estado de Mato Grosso vim para cá a cinco anos atrás. Vamos ver se até o final do presente trabalho de pesquisa, se por ventura me tornarei torcedora        de um dos times de futebol daqui do Rio Grande do Sul. Tenho muita curiosidade sobre o assunto, o tema promete muito! O cronograma de trabalho é muito interessante.
   No momento vou falar somente da aula de campo que está inserida no nosso cronograma, pesquisei o conceito da aula de campo e juntei com o conhecimento que  já possuo sobre o assunto e cheguei a seguinte conclusão:
   Campo é  sinônimo de extensão. Estar a campo ou em campo implica envolver-se, captar o que há no espaço, na sua manifestação. Esse espaço proporciona uma rica vivência e um próspero encontro: de estudantes com a manifestação da cultura, do registro da cultura em seu lugar, da busca do  entendimento da manifestação e do lugar. Por isso reuniremos na nossa pesquisa conhecimento sobre os grupos de colorado contextualizando e registrando as observações de campo.  
   Pesquisa de campo é uma prática tradicional usada para coletar fatos, informações, objetos e memórias junto ás diferentes estruturas, para serem estudados. Ir a campo nos possibilita estabelecer relações com o lugar e  pode  incluir entrevistar pessoas dos times colorado. Sem isso, não seria possível compreender e aprender a origem da manifestação e das informações relativas ao fenômeno ou objeto de estudo.    .
   O trabalho de campo consiste em realizar prática de observação, experimentação de metodologia de pesquisa com abordagem cultural e busca de saberes das práticas e manifestações. Com o trabalho de campo pode-se dar o desvendar compreensões enraizadas e protegidas por ideologias. Essas observações incitam muitas indagações e questionamentos. Especialmente quando as ocorrências forem a primeira vista estranha ao que é observado como normal ou comum.
Por fim a vivência em campo retratará alguns dizeres extraídos do relato de campo, que irá enriquecer bem o nosso trabalho de pesquisa explorando esse universo de informações, registrando sua diversidade, esse será o nosso compromisso com essa pesquisa de campo. Diferenciando e enriquecendo um pouco a aula no auditório do Campus da Pedagogia EAD, saindo um pouco da rotina de sala de aula e das nossas residências.
A imagem acima representa e ilustra como é realizada uma aula de campo.
Bibliografia
Moçambique de Osório / catálogo da exposição organizado por Álvaro Luiz Heidrich e museu da UFRGS - Porto Alegre: UFRGS, 2013. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_de_campo