sábado, 14 de outubro de 2017

Conhecendo o Braille



Trabalhando com crianças de inclusão e agora com a interdisciplina de Inclusão. Meus colegas isso me remeteu o desejo de pesquisar mais sobre pessoas cegas, não que eu tenha alunos com problema de cegueira. E sim criança com miopia moderada. As dificuldades são muito semelhantes. Estudar sobre esse conceito fica mais fácil entender as dificuldades que eles enfrentam e assim poder saber como ajuda-lo. Tenho o desejo de: no futuro fazer um curso de Braille, penso que como cidadã é o mínimo que posso fazer para ajuda-los.
Caros colegas! Recebi em um curso de formação essas importantes conhecimentos sobre o Braille espero que sirva para auxilia-los nas suas praticas com seus alunos cegos.
O sistema Braille é usado universalmente na leitura e na escrita para pessoas cegas. Foi inventada na França por: Luis Braille e m 1825. Por conta disso o sistema Braille leva o seu sobrenome em sua homenagem. Luis Braille não nasceu cego se tornou cego depois da guerra.
O Braille não é uma linguagem escrita e sim em código. Luis Braille adaptou do Código de guerra que os soldados usavam para não serem pegos.
Braille é u sistema de leitura total e escrita para pessoas cegas que consta a combinação de seis pontos em relevo, dispostos em colunas de três pontos.
São consideradas pessoas cegas quando a pessoa chega ao seu ponto máximo de ampliação de visão que é a fonte 24.

Além do Braille existem muitos recursos áudio, livros, tecnologias voltadas aos deficientes visuais. Consiste na transformação daquilo que está escrito em áudio. O filme O livro de Eli, nos ajuda a refletir sobre esses recursos voltados para os deficientes visuais.
Usa muito o áudio para seguir o comando.
Net : Utilizam apenas teclado e o comando de voz as pessoas cegas navegam tranquilamente na Net. O fone deve vir com teclado. Para facilitar a acessibilidade. Existe uma grande novidade já tem letras com contrastes de cores e a moderna caneta leitora. Já existem jogos interativos adaptados para cegos como: jogo de xadrez, dominó e dama. Servem para ajudar as pessoas cegas a se integrarem na sociedade. Intelectualmente a pessoa cega pode fazer tudo o que quiser fazer ou ser (é só querer!). Encerro aqui estes meus registros com a alusão de superação do próprio Luis Braille, para que nesse momento possam refletir e pensar que tudo é possível.
“Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar outra forma”.  (Luis Braille).
Referência:
Minhas anotações de várias apresentações da semana da pessoa com deficiência. Data 10/10/2017.

O CONTO: Do Pum?








Uma das atividades feita com os alunos na semana de pessoas com deficiência foi esta dinâmica.
Dinâmica deficiência visual
A professora titular e eu como monitora (auxiliar de educação). Pedimos as crianças para que fechassem os olhos e começamos a contar a narrativa: Do Pum? A regra era de que ninguém deveria abrir os olhos antes da história terminar.   Usamos o imaginário, vivência, descrição e por fim a entonação de voz imitando as vozes das personagens. Foi incrível não se ouvia nem a respiração, eles estavam bem concentrados. Claro! Que em alguns momentos da estória eles não se aguentavam e riam. Concluída a leitura perguntamos como eles se sentiram ouvindo sem a estória sem poder enxergar? Uns responderam que conseguiram entender melhor o conto de olhos fechados outros disseram que deu para entender bem os personagens. A voz de cada um dos personagens e tentavam imaginar na sua cabeça como era cada pessoa sem conseguir ver. Nesse momento tentamos passar para os alunos como uma pessoa cega se sente, sem poder ver e o quanto precisam de alguém para ler para elas. Explicamos que elas podem ler em Braille, porém quando ouvem alguém lendo para elas tudo fica mais fácil. 
Por fim os alunos descreveram as dificuldades que percebiam que as pessoas cegas enfrentam. E que nesse processo o afeto mutuo e espontâneo ajuda muito. Como os alunos costumam dizer: “O amor não cura mais ameniza”.


Referencia:
Quem soltou o Pum? Blandina Franco e José Carlos Lollo.
Celso, Antunes Manual de técnicas. Petrópolis, 1990. Editora Vozes 3º edição.