Uma das atividades feita com os
alunos na semana de pessoas com deficiência foi esta dinâmica.
Dinâmica deficiência visual
A professora titular e eu como monitora (auxiliar de
educação). Pedimos as crianças para que fechassem os olhos e começamos a contar
a narrativa: Do Pum? A regra era de que ninguém deveria
abrir os olhos antes da história terminar.
Usamos o imaginário, vivência,
descrição e por fim a entonação de voz imitando as vozes das personagens. Foi
incrível não se ouvia nem a respiração, eles estavam bem concentrados. Claro!
Que em alguns momentos da estória eles não se aguentavam e riam. Concluída a
leitura perguntamos como eles se sentiram ouvindo sem a estória sem poder enxergar?
Uns responderam que conseguiram entender melhor o conto de olhos fechados
outros disseram que deu para entender bem os personagens. A voz de cada um dos
personagens e tentavam imaginar na sua cabeça como era cada pessoa sem conseguir
ver. Nesse momento tentamos passar para os alunos como uma pessoa cega se
sente, sem poder ver e o quanto precisam de alguém para ler para elas. Explicamos
que elas podem ler em Braille, porém quando ouvem alguém lendo para elas tudo
fica mais fácil.
Por fim os alunos descreveram as dificuldades que percebiam
que as pessoas cegas enfrentam. E que nesse processo o afeto mutuo e espontâneo
ajuda muito. Como os alunos costumam dizer: “O amor não cura mais ameniza”.
Referencia:
Quem soltou o Pum? Blandina Franco e José Carlos Lollo.
Celso,
Antunes Manual de técnicas. Petrópolis, 1990. Editora Vozes 3º edição.
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