sábado, 14 de outubro de 2017

O CONTO: Do Pum?








Uma das atividades feita com os alunos na semana de pessoas com deficiência foi esta dinâmica.
Dinâmica deficiência visual
A professora titular e eu como monitora (auxiliar de educação). Pedimos as crianças para que fechassem os olhos e começamos a contar a narrativa: Do Pum? A regra era de que ninguém deveria abrir os olhos antes da história terminar.   Usamos o imaginário, vivência, descrição e por fim a entonação de voz imitando as vozes das personagens. Foi incrível não se ouvia nem a respiração, eles estavam bem concentrados. Claro! Que em alguns momentos da estória eles não se aguentavam e riam. Concluída a leitura perguntamos como eles se sentiram ouvindo sem a estória sem poder enxergar? Uns responderam que conseguiram entender melhor o conto de olhos fechados outros disseram que deu para entender bem os personagens. A voz de cada um dos personagens e tentavam imaginar na sua cabeça como era cada pessoa sem conseguir ver. Nesse momento tentamos passar para os alunos como uma pessoa cega se sente, sem poder ver e o quanto precisam de alguém para ler para elas. Explicamos que elas podem ler em Braille, porém quando ouvem alguém lendo para elas tudo fica mais fácil. 
Por fim os alunos descreveram as dificuldades que percebiam que as pessoas cegas enfrentam. E que nesse processo o afeto mutuo e espontâneo ajuda muito. Como os alunos costumam dizer: “O amor não cura mais ameniza”.


Referencia:
Quem soltou o Pum? Blandina Franco e José Carlos Lollo.
Celso, Antunes Manual de técnicas. Petrópolis, 1990. Editora Vozes 3º edição.

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