sábado, 14 de outubro de 2017

O CONTO: Do Pum?








Uma das atividades feita com os alunos na semana de pessoas com deficiência foi esta dinâmica.
Dinâmica deficiência visual
A professora titular e eu como monitora (auxiliar de educação). Pedimos as crianças para que fechassem os olhos e começamos a contar a narrativa: Do Pum? A regra era de que ninguém deveria abrir os olhos antes da história terminar.   Usamos o imaginário, vivência, descrição e por fim a entonação de voz imitando as vozes das personagens. Foi incrível não se ouvia nem a respiração, eles estavam bem concentrados. Claro! Que em alguns momentos da estória eles não se aguentavam e riam. Concluída a leitura perguntamos como eles se sentiram ouvindo sem a estória sem poder enxergar? Uns responderam que conseguiram entender melhor o conto de olhos fechados outros disseram que deu para entender bem os personagens. A voz de cada um dos personagens e tentavam imaginar na sua cabeça como era cada pessoa sem conseguir ver. Nesse momento tentamos passar para os alunos como uma pessoa cega se sente, sem poder ver e o quanto precisam de alguém para ler para elas. Explicamos que elas podem ler em Braille, porém quando ouvem alguém lendo para elas tudo fica mais fácil. 
Por fim os alunos descreveram as dificuldades que percebiam que as pessoas cegas enfrentam. E que nesse processo o afeto mutuo e espontâneo ajuda muito. Como os alunos costumam dizer: “O amor não cura mais ameniza”.


Referencia:
Quem soltou o Pum? Blandina Franco e José Carlos Lollo.
Celso, Antunes Manual de técnicas. Petrópolis, 1990. Editora Vozes 3º edição.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Resiliência tem cor?

Resiliência: é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. Ou seja, é ter todos os motivos para não conseguir vencer na vida, superando os obstáculos sem prejudicar seus objetivos ou sonhos.
carolinadejesus.jpg
Um exemplo disso foi à escritora: Carolina de Jesus. Onde tivemos uma oficina de poesia na aula presencial da professora: Ivani Ávila. Entre as poesias apresentadas estava à poesia da escritora Carolina Maria de Jesus. Chamou-me muito a atenção a maneira como ela foi descoberta pelo repórter Adálio Dantas como escritora. Ela era narradora e ao mesmo tempo protagonista da sua própria história e da sua poesia. Conhecia bem a realidade da favela onde descreve muito bem em seu livro “O quarto de Despejo”. O livro leva esse nome porque era o lugar onde ela guardava seus escritos, memórias por meio de seu diário e os materiais importantes no seu processo de escrita.


“Lançado em 1960, Quarto de Despejo foi um acontecimento para a cena literária brasileira. Escrito todo em forma de diário na década de 50, por Carolina Maria de Jesus, catadora de papel e moradora da favela de Canindé, em São Paulo, a obra continha descrições e impressões de um cotidiano devastador e desconhecido”. (óbvios).
Carolina Maria de Jesus a cinderela negra da literatura do século XX.
É um livro muito bom, rico em poesia, trabalha o estigma do preconceito e discriminação, pois vivência na pele tudo isso. Suportou a dor da fome, a ponto de não desejar que seus filhos passassem por tudo o que ela passou na favela. Chega a desejar ser branca, não no sentido pejorativo da sua cor. Mas, no sentido de cessar a sua dor, sua fome, sua revolta e tristeza. Sua revolta a leva a discutir com pessoas importantes da sua época como o Presidente Getúlio Vargas e outros. Pois o seu livro trabalha bem esses sentimentos dos oprimidos, descamisados e porque não subjetivamente os miseráveis.

Em suma, o livro é excelente para trabalharmos com nossos alunos sobre o estigma do preconceito, discriminação e etnocentrismo. E a repudiar essas ações pejorativas.
Caros colegas! Percebi que na história de vida de Carolina de Jesus, suportar e conviver com a dor, a fome, o anonimato e o estigma do preconceito. Poderia lhe calar, mas ela colocava seu grito, sua bandeira de luta, sua revolta, seu desabafo tudo em seus escritos que virou lindas poesias. Da dor e da fraqueza tirou forças para escrever e se tornar hoje uma escritora de renome no mundo todo. Uma pena só agora seus escritos serem conhecidos pelo povo brasileiro. Diria que os governantes da época não interesse que seus registros fossem perpassados no Brasil na época por vergonha da triste realidade em que muitos brasileiros vivem até hoje. Falam-se tanto em ajudar o continente Africano e fecham os olhos para a terrível realidade do nosso povo brasileiro das favelas, dos becos e nossos irmãos indígenas que vem para a cidade e passam a viver marginalizado e a mendigar o pão. 
Passando a ser um fato normal, ou seja, se acostuma com a cena. E vamos continuar a nos preocupar com os infanticídios e a miséria de outros países e acreditar do fundo do coração que isso só acontece lá fora. Tudo vai bem com o Brasil, obrigada! Enquanto isso! Desejamos profundamente que mais pessoas resiliêntes surjam das cinzas ou dor e consigam sobrepujar tudo e vencer na vida, despontando para o sucesso! Como foi o caso da Carolina de Jesus.


Referencia:
 JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo – diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 1997.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Diversidade ou diferença?!

Estava pensando sobre as interdisciplina que estudei no semestre passado. Em especial a interdisciplina Organização do Ensino Fundamental relembrando a Gestão Democrática.Quando é enfatizado o papel da escola quando diz que a Gestão Democrática além de cidadã, é solidária, participativa, voltada para o diálogo e porque não dizer inclusiva. Propiciando meios para que a comunidade escolar fique mais ativa e participativa na escola. Observo muito isso, na verdade por ser temas novos e algumas escolas estarem em face de adaptação. O caminho ainda está um pouco distante de uma Gestão realmente Democrática. No papel tudo é maravilhoso. Mas, a realidade ainda é diferente. Na minha escola sempre tem que vir a equipe de Inclusão para impulsionar o processo de Inclusão, algo que todos sabem que deve ser feito e não fazem até que chega num ponto que outras autoridades tem que vir e exigir que aconteça, porque sempre vão protelando. Por exemplo estava com uma aluna com síndrome de Down que tinha medo de altura, e a turma dela tinha ido para a sala do segundo andar a direção foi notificada e nada foi feito a respeito. Até que chegou a equipe de inclusão da prefeitura para que a equipe diretiva tomasse uma atitude e finalmente o problema.está sendo resolvido.
Gostaria neste momento de externar todo o meu carinho e afeto a minha princesinha (Down), este ano esta aluna foi um belo presente para mim. Estou aprendendo muito com ela e sua família. Uma vez que são muito dedicados a ela.
Encontrei o presente texto abaixo em um pedaço de revista que não tinha o nome do autor, porém imagino que este seja um fotógrafo pois tinha muitas fotos de pessoas com deficiência. O texto é pequeno e diz assim: Diferença> os seres humanos são diferentes. Cada um de nós tem suas particularidades. Conhecer essas diferenças e respeitá-las é fundamental para a vida social.
Conviver com pessoas diferentes enriquece nosso cotidiano com perspectivas variadas. Pessoas com Síndrome de Down, por exemplo, tem uma forma diferente de se relacionar com o mundo e costuma demonstrar muito afeto.
Em fim o autor enfatiza que existe diversidade de formas, de beleza e comportamento. Apresenta muitas fotos de pessoas extraordinárias, pra lá de especial. Como a minha aluna princesa além de linda tem uma pureza e meiguice fascinante.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Primeiro dia de aula presencial VI semestre




 Imagem relacionada



VI semestre meu primeiro blog do semestre

Nunca estive tão feliz por estar estudando, em pensar que quase desisti dos meus sonhos!
A comissão de Graduação me chamou na conversa por causa das pendências, sobretudo usaram de muita empatia.
Hoje a aula toda foi em cima do estigma do preconceito e discriminação. É alarmante em pleno século XXI, esse tema ainda ser preocupante. Por vivermos em um país que é amigável recebe povos do mundo todo. O nosso país é plurietnicocultural.
Foi falado também sobre inclusão. Pensando nisso, me fez lembrar que dia  28/08/2017 encerrou a semana da pessoa com Deficiência do município de Esteio – Rs. Nós auxiliares de educação apresentamos nossos trabalhos realizados com alguns alunos de inclusão e realizar atividades voltadas para suas necessidades especiais. Onde os demais alunos iriam se colocar no lugar dos alunos de inclusão, com o objetivo de vivenciarem as dificuldades que eles enfrentam a cada dia por meio da inversão de papéis.              Umas das atividades realizadas foram, pegamos umas crianças que enxergam e colocamos uma venda nos olhos e deixamo-las andar pelo pátio da escola. E outras andaram de cadeira de roda pelas imediações da escola. Foi divertido e edificante ao mesmo tempo,   Pois puderam usar de empatia expressando como se sentiram frente a as dificuldades destes alunos portadores de necessidades especiais. Os alunos portadoras de necessidades especiais foram homenageados na câmara de vereadores , dessa forma foi encerrada a semana da Pessoa com Deficiência.