quinta-feira, 14 de junho de 2018

Relato do Aluno da Eja;


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Caros colegas gostei muito do relato do aluno Josias sobre os desafios da EJA quando fizemos nossas entrevistas em grupo. Enfoquei alguns textos de Paulo Freire.
Aluno: Josias de Quadros Andrade.
Idade: 36 anos
Gênero: Masculino
Etnia / Raça – Negro
Anos de estudo: 4 anos
Foi importante voltar a estudar. Sente-se mais seguro e confiante num futuro melhor. Está aprendendo a valorizar o estudo. Aprende na escola conteúdos chatos ”mas, sabe que são importantes”.
A professora ensinava aluno por aluno, era querida.
Josias gostava de estar na sala de aula, sentia-se protegido. Hara, 1992 diz que:
 “muitas vezes é preciso criar variações em nossas práticas dentro da mesma aula, para atender um aluno que apresenta mais dificuldades que os outros em sua aprendizagem, ou que aprende de maneira diferente, que está em outro momento do processo de alfabetização ou um aluno deficiente”. Sei que não é fácil fazer essas variações, mas é preciso para que todos avancem e possam aprender. (Hara, p. 16).    
Dessa forma, Encerramos com a nossa pesquisa de campo relacionando a EJA com as pesquisas do grande e respeitado mestre Paulo Freire. Sabemos que os alunos da Eja enfrentar grandes desafios. Estes alunos precisam sentirem apoiados. Devemos ajudá-los a pensar, a usar o senso crítico, a empoderar-se de seus direitos. A formação continuada irá proporcionar isso a todos que fazem parte do cotidiano escolar do aluno. Saberemos nos colocar melhor no lugar do aluno, buscaremos planejar e dar o  melhor a nossos aluno. É gratificante ver alunos como o Josias reconhecendo o esforço da professora em desejar dar o melhor para seus aluno. Sabemos que os desafios da Eja é grande e que o processo de melhoria para a modalidade Eja é lento mais chegaremos lá, Paulo Freire tem nos apontado o caminho rumo a melhoria nessa modalidade de ensino.  
  Em Pedagogia da autonomia (1997), ao retomar a importância da postura dialógica e da prática da dialogicidade de uma educação humanizadora.  (Freire 1997, p. 153). Dessa forma, freire buscava além de se colocar no lugar do aluno, buscava uma escola lúdica, com diálogo, mais humana e engajada. O processo é lento, porém não devemos desanimar.

Referências:
Freire, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire.

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
Freire, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1993.
Zirkoki, Jaime J. Paulo Freire & .-.Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
Hara, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.
https://acasadevidro.com/2015/08/06/a-pedagogia-do-oprimido-de-paulo-freire-excertos / Acessado em 14/06/2018.

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