sexta-feira, 6 de julho de 2018

Teoria da Equilibração, com Fernando Becker




Caros colegas! Foi fantástico o encontro do nosso curso de Pedagogia modalidade EAD, na FACED.
O Reitor da UFRGS se fez presente tivemos a palestra lúdica, duas bancas. Finalizou o evento com chave de ouro com a presença do autor Fernando Becker. Ele elucida a teoria de Piaget, explica como as pessoas aprendem no mundo que as cercam, como a criança recém-nascida avança para um estado de conhecimento que terá quando se tornar adulto.
Gostaria de colocar neste blog o resumo que fiz da palestra deste autor (Fernando Becker) o qual esclareceu em pouco tempo muito bem as duvidas que tinha a respeito da teoria de Jean Piaget, sobre Acomodação, Assimilação e Equilibração.
Equilibração: Piaget diz que as pessoas tem necessidade de aprender para se manter em equilíbrio. Ou seja, as pessoas se sentem melhor quando entendem o mundo que as cercam. Sempre que deparamos com algo que não entendemos nos incomoda e nos desequilibramos. Para  voltar ao estado de equilíbrio a principio ignoraramos, uma atitude inteligente. Ou seja, seria entender aquela novidade que nos foi mostrada. A curiosidade nos leva a entender o mundo.
Assimilação: Quando nos deparamos com algo que parece fácil por ser muito familiar. Esse processo de reconhecer algo novo com base no conhecimento que já possui. Aqui o sujeito age sobre o objeto.
Acomodação: Aqui a criança precisa modifica seu conhecimento prévio para dar conta das novas informações pelas as quais estão se preparando. Esse processo é importante para que a criança consiga assimilar o novo.  Em pouco tempo de modificação dos conhecimentos prévios é o que é chamado de Acomodação. São os processos que nos permitem conhecer o mundo. Assim, graças a esses processos que reformulamos o conhecimento que temos do mundo. É quando o sujeito age sobre o objeto quando precisa, gerando a adaptação. Ou seja, a Assimilação e Acomodação são dois subprocesso que vai levar ao processo da Equilibração Majorante. Esse processo faz com que a criança reformule o seu conhecimento sobre o mundo.
O encontro foi maravilhoso e muito proveitoso. Abraços a todos.


Referencia: Disponível: +&fr=mcafee&imgurl=http%3A%2F%2Fs2.glbimg.com%2F59Qe  Acessado em 05/07/2018

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Estágio de desenvolvimento de Piaget







Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=V-Uv0mFuD88 Acessado em 05/07/2018.

Ao refletir os referenciais teóricos indicados na interdisciplina de Linguagem e Educação. A teoria de Jean Piaget, percebi as grandes contribuições deste autor.
Referente aos 4 estágios a começar pelo 1º estágio Sensório Motor(0 a 2 anos) a sensação e a motricidade são  mediadores da relação do sujeito com o mundo. Descobre o mundo através da sua sensação. A inteligencia da criança é mais prático onde a criança precisa tocar e pegar. Inteligência Individual, ausência de socialização. 
2º estágio pré-operatório (2 aos 7 anos) . No presente estágio o sujeito descreve os objetos e onde surge o pensamento. A principal característica desse estágio é o egocentrismo. Ainda não consegue usar de empatia em certas situações. O surgimento da linguagem enquanto uma passagem.  Enquanto uma possibilidade do sujeito sair do mundo prático da inteligência. Mas, o pré-operatório sem  a condição do pensamento reverter e conservar. Neste estágio a pratica  se inseri no mundo das representações e no mundo da linguagem faz com que surja o pensamento. Vive no mundo da magia, do animismo. Usa muito os objetos como simbolismo. Estabelece sua comunicação com o mundo.
3º Estágio Operatório Concreto (7 aos 12 anos): A criança já consegue ter noção de tempo e espaço, faz operaçõesJá consegue fazer relações entre as coisas como entre o que é certo ou errado. É onde, o sujeito ganha a condição de reversibilidade e conservação, fazendo com que aquela inteligência diante dos objetos consiga realizar operações concretas. O conteúdo é fundamental para que a operação surja. Egocentrismo, contradição na fala, sem autonomia. Personalidade, trocas diálogo.
Por fim o ultimo estágio operatório formal ou lógico formal (12 aos 20 anos): Onde, o sujeito consegue apenas com a sua estrutura lógica, seu pensamento chegar aos resultados em que eles sentem que é necessário naquele momento. Aqui o sujeito consegue fazer as suas operações sem os conteúdos concretos. As crianças já conseguem fazer outras abstrações. Nesta fase acontece a consolidação da personalidade e individual. A escola e o professor indica caminho que levará a criança a desenvolver a sua autonomia, com a submissão, cooperação a universalidade voluntária.
Por fim para Piaget cada um destes estágios a criança tem suas necessidades de se interagir com as pessoas, objetos, e o mundo onde vive. Ou, seja, mostra que a aprendizagem se dá de dentro para fora. Ou seja, a aprendizagem acontece antes da inteligênica. https://www.blogger.com/blogger.g?blogID


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Referência:
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V-Uv0mFuD88 Acessado em 05/07/2018.
Disponível em:https://www.blogger.com/blogger.g?blogID Acessado em 05/07/2018



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Linguagem e Educação/ a teoria de Wallon


Ao refletir os referenciais teóricos indicados na interdisciplina de Linguagem e Educação. A teoria de Wallon não pode ficar de fora deste blog.  Segundo ele, a criança é emocional e aos poucos vai se tornando sócio cognitivo. Suas afirmações são de uma linha de pensamento interacionista, onde sua base teórica é definida a partir das relações da criança com os outros indivíduos e seu meio. Dessa forma farei uma pequena revisão de alguns trabalhos importantes de Wallon com relação ao domínio da aquisição da linguagem, as trocas inter-relacionais entre a criança e os indivíduos que a cercam irão definir o adulto que ela se tornará.
O autor define o desenvolvimento em cinco etapas: impulsivo-emocional (zero a um ano) Diálogo tônico/nesta fase a criança está ligada ao egocentrismo na figura da mãe, ou seja, tudo está centrado na mãe; sensório–motor e projetivo (um a três anos) a criança começa a andar/ inicia a exploração espacial. exploração da realidade ; personalismo (3 a 6 anos) a criança está diante da rejeição, sedução, imitação; categorial (6 a 11 anos) tem uma característica da objetividade; e  por fim a puberdade e adolescência (a partir do 12 anos) autoafirmação aqui o indivíduo sabe quem ele é. O autor psicólogo e médico interacionista. Faz resumidamente um estudo sobre a interação entre as crianças. Disponível em: .http://www.ufjf.br/revistagatilho/files/2009/12/maria_vilani_soares.pdf
Por fim, pode-se dizer que para Wallon: embora ele considere o papel fundamental da linguagem na transformação das ações práticas em ações representadas, o eixo principal de sua teoria é a psicomotricidade, que o autor associa, quase que “simbioticamente”, à psicogênese do sujeito.

Referência:
Disponível em https://enfaseeducacional.com.br/blog/henri-wallon/ acessado em 20/06/2018.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Relato do Aluno da Eja;


freire.jpg (497×688)
Caros colegas gostei muito do relato do aluno Josias sobre os desafios da EJA quando fizemos nossas entrevistas em grupo. Enfoquei alguns textos de Paulo Freire.
Aluno: Josias de Quadros Andrade.
Idade: 36 anos
Gênero: Masculino
Etnia / Raça – Negro
Anos de estudo: 4 anos
Foi importante voltar a estudar. Sente-se mais seguro e confiante num futuro melhor. Está aprendendo a valorizar o estudo. Aprende na escola conteúdos chatos ”mas, sabe que são importantes”.
A professora ensinava aluno por aluno, era querida.
Josias gostava de estar na sala de aula, sentia-se protegido. Hara, 1992 diz que:
 “muitas vezes é preciso criar variações em nossas práticas dentro da mesma aula, para atender um aluno que apresenta mais dificuldades que os outros em sua aprendizagem, ou que aprende de maneira diferente, que está em outro momento do processo de alfabetização ou um aluno deficiente”. Sei que não é fácil fazer essas variações, mas é preciso para que todos avancem e possam aprender. (Hara, p. 16).    
Dessa forma, Encerramos com a nossa pesquisa de campo relacionando a EJA com as pesquisas do grande e respeitado mestre Paulo Freire. Sabemos que os alunos da Eja enfrentar grandes desafios. Estes alunos precisam sentirem apoiados. Devemos ajudá-los a pensar, a usar o senso crítico, a empoderar-se de seus direitos. A formação continuada irá proporcionar isso a todos que fazem parte do cotidiano escolar do aluno. Saberemos nos colocar melhor no lugar do aluno, buscaremos planejar e dar o  melhor a nossos aluno. É gratificante ver alunos como o Josias reconhecendo o esforço da professora em desejar dar o melhor para seus aluno. Sabemos que os desafios da Eja é grande e que o processo de melhoria para a modalidade Eja é lento mais chegaremos lá, Paulo Freire tem nos apontado o caminho rumo a melhoria nessa modalidade de ensino.  
  Em Pedagogia da autonomia (1997), ao retomar a importância da postura dialógica e da prática da dialogicidade de uma educação humanizadora.  (Freire 1997, p. 153). Dessa forma, freire buscava além de se colocar no lugar do aluno, buscava uma escola lúdica, com diálogo, mais humana e engajada. O processo é lento, porém não devemos desanimar.

Referências:
Freire, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire.

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
Freire, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1993.
Zirkoki, Jaime J. Paulo Freire & .-.Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
Hara, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.
https://acasadevidro.com/2015/08/06/a-pedagogia-do-oprimido-de-paulo-freire-excertos / Acessado em 14/06/2018.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Estagio & plano de aula


     Caros colegas! Amei as dicas da colega Blogueira Mara abaixo sobre como elaborar um eficiente plano de aula. Penso que como o semestre está chegando ao fim. O próximo será estágio, precisamos já ir  pensando em nossos planos de aulas. A dica é que estes materiais são para dar-nos um norte para ser adaptado a nossa realidade e não como um manual de receitas prontas e acabadas. Esses procedimentos vão auxilia-los a refletir sobre a sua prática, o que é essencial para o aprimoramento profissional. Citarei exemplo de plano de aula muito bem elaborado que encontrei na "revista  de que educa Nova Escola" (p. 47). A qual adaptei a realidade dos meus alunos do jardim na época foi muito interessante ver as novas descobertas que faziam e os inúmeros questionamentos ao observarem os alimentos se decompondo. A carinha de nojo, ao perceberem o mal cheiro dos alimentos. Bem como, os fungos e as bactérias ao seu redor com o passar do tempo ia se intensificando mais.
Rodrigues¹, (p. 1) me levou a refletir sobre a importância de elaborar um bom plano de aula.

planos é coisa provavelmente conhecida do homem desde que ele se descobriu com capacidade de pensar antes de agir" (Ferreira, 1985, p.27) ou ainda, "uma ação planejada é uma ação não improvisada; uma ação improvisada é uma ação não planeja¬da" (p.15) - teve um efeito avassalador em mim. 
     As imagens abaixo escolhi no google, coloquei o roteiro de um plano de aula e como amo Cora Coralina não poderia deixa-la de fora.

Por:Mara Mansani
https://novaescola.org.br/conteudo/6746/blog-alfabetizacao-como-fazer-planodeaulas.

Um bom estágio e ótimos planos para o novo semestre que está chegando. Daqui a pouco colocarei meu plano de aula que estou trabalhando nele. 
Abraços a todos



Referências:

Rodrigues, Maria Bernadette CastroPlanejamento: em busca de caminhos. In: Xavier, Maria Luisa; Dallazen, Maria Isabel (Orgs.).
Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/6/blog-alfabetizacao-como-fazer-planodeaula Acessado em 28/05/2018.
 Disponível/em= https://br.images.search.yahoo.com/search/imagesp=imagem+plano+de+aula Acessado em 28/05/2018.
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Freire, "conscientizar para mudar e transformar a realidade".



Mestre da dialética, Gramsci encarou a alfabetização como um conceito e como uma prática social que devem estar historicamente vinculados, por um lado, a configurações de conhecimento e de poder e, por outro, à luta política e cultural pela linguagem e pela experiência.


Nós enquanto grupo aprendemos muito com os textos estudados, aprendemos de fato o que realmente é ser “professor”. Aprendemos que não é difícil ser um professor engajado e comprometido com o ensino cidadão de qualidade, más que é possível. O pensamento do educador brasileiro Paulo Freire segundo Paulo Roberto Padilha se caracteriza por considerar o caráter emancipatório da educação.
·         Busca conscientizar os alunos para fazer deles pessoas criticas transformadoras de suas realidades. Ele mostra que isso é possível  que a educação é um ato cultural e político.
·         Ele é um humanista Cristão, sua teoria do conhecimento influencia e dialoga com pessoas do mundo inteiro.
Ele parte do pressuposto das ações humanas, ensina que ler o mundo é mapear e refletir a realidade do aluno. A parir disso, conhecer o desejo do aluno e resgatar o seu sonho. Deixa claro que a globalização é a maior culpada pela decadência do ensino, pois tem matado o sonho e a utopia com a perspectiva de mudar e transformar a realidade.
A minha vivencia em sala de aula me remeteu muitas vezes quando via meus alunos desmotivados, a pensar. Portanto, como conseguirei estimular meus alunos? Agora a partir desta pesquisa da EJA percebo como diz Giroux o quanto devo estimular meus alunos a falar a linguagem tradicional do humanismo educacional e lutar pela ideia de que uma educação geral é a base da alfabetização crítica.  

Por fim, ficou claro em nossas articulações como grupo que Paulo Freire se notabilizou como um educador foi muito bem estudado e admirado no mundo todo. Ele alerta de que não devemos formar uma educação que oprime. É o educador da modernidade, porém, com pé na contemporaneidade no futuro e educador da complexidade que vivenciou na pratica e ensinou a partir da sua experiência de vida e de pratica educativa. Aprendemos com o seu conceito fundante de conscientização para mudar, buscar ser um professor engajado, comprometido e mais humano, buscando a cidania em nosso ensino emancipador.


Referência:
Alferes, Márcia Aparecida. Alfabetização e letramento: tecendo relações com o pensamento de Paulo Freire.
. Giroux , Henry A. Alfabetização e a pedagogia do empowerment político.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zPaWDZSVjd4 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=zeFogTRJiOs&feature=youtu.be Acessado em 24/05/2018.
Disponível em: https://br.images.search.yahoo.com/search/images?p=pedagogia+do+oprimido+de+paulo+freire 
Acessado dia 22/05/2018.

Dialogicidade em Pedagogia do oprimido, (EJA).


Dialogicidade em Pedagogia do oprimido, Freire (1993) elabora uma fundamentação teóricofilosófica sobre as condições do diálogo verdadeiro e seu papel central para uma educação libertadora.  De acordo com o que estudamos no texto resgata que “não existe uma cultura melhor que a outra”. Nessa perspectiva Freire afirma que o dialogo faz o “outro” refletir e se conscientizar, a se libertar das amarras que o prende e oprime. Isso exige uma amabilidade, ou seja, respeitar o “outro” no seu contexto, na sua vocação, na sua vida. Buscando, almejando a tão sonhada paz, em outras palavras estimula o professor estudar e aprender com o aluno.
A imagem abaixo expressa bem a ideia que Paulo Freire nos passa da pedagogia do oprimido.
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Com relação ao diálogo em sala de aula, certo dia a colega do grupo relatou que um aluno chamou  de “burra” a coleguinha que estava com dificuldades. A colega professora regente da turma naquele momento, reuniu a turma e discutiram a situação sobre a opinião de cada aluno se era legal chamar a colega de “burra”. E a maiorias disseram que era bullyng o que Joãozinho estava fazendo com a colega. Ela perguntou se o “bullyng” poderia ser o tema gerador do mês e todos concordaram que sim, poderia ser o tema gerador. Dessa forma foi trabalhado o tema gerador, a partir da reflexão que os alunos fizeram naquele momento. Freire afirma que o tema gerador faz brotar conhecimento significativo. No sentido de questionar o currículo por que é assim, por que não pode ser diferente?
Na reflexão do grupo chegamos à conclusão que para Paulo Freire educar não é doutrinar e sim politizar. A educação cidadã é um desafio, porém não devemos desistir de lutar contra escola sem partido, com proposta conservadora, que fala em neutralidade. Más, que na realidade sua proposta é bem contrária à educação cidadã de qualidade.
Por fim Paulo Freire nos ensina a ensinar, a repensar o nosso papel enquanto educador. Faz-nos pensar no aluno, enquanto sujeito. Faz-nos refletir, nos colocar no lugar do aluno com o intuito de nos tornarmos mais humanos e a pensar onde queremos chegar com a nossa proposta pedagógica.  Ou seja, pensar onde queremos que este aluno consiga chegar. Primando sempre a sua autonomia e cidadania. 
Pensar nesse aluno dessa imagem que coloquei aqui no finalzinho do texto para refletirmos sobre a pedagogia do oprimido de Paulo Freire.
Referência:
https://br.images.search.yahoo.com/search/images?p=pedagogia+do+oprimido+de+paulo+freire&f Acessado em 25/05/2018.