sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Conhecimento gerava exclusão



Quando estava refletindo sobre o texto e o filme de Rubem Alves, me fez refletir sobre Nitzsche explicando muito bem, sua expressão de que a inteligência, era a “ferramenta e brinquedo do corpo”. Contudo se resume o programa educacional do corpo: aprender ferramentas, aprender brinquedos, são todas aquelas coisas que não tem nenhuma utilidade. .
Hoje sabemos que não é bem assim, o lúdico é muito útil para o aprendizado das crianças que ao final gerará conhecimento como as ferramentas, dão prazer e alegria a alma. "No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da nona Sinfonia". Não é ferramenta? Esta foi a melhor explicação que tive sobre ferramenta e brinquedos da teoria de Nitzsche.
Para completar essa ideia me reporto ao livro Vontade de Saber de Michel Foucault (p.10). Acrescenta que trabalhando Aristóteles:
“se todas as sensações causam prazer em na medida de sua atividade de conhecimento, por que os animais, que têm sensações, não desejam conhecer”? Por fim, Foucault na sua investigação afirma que para Aristóteles conhecimento em suas palavras: “o que poderíamos (chamar) de seu ato de exclusão”.
Sobretudo, as escolas gaiolas além de retrógrada em relação ao conhecimento, ela  gerava a exclusão dos alunos pela falta do saber, ou seja, conhecimento como afirma Aristóteles. Contudo, utilizei o texto de Foucault sobre o saber para confirmar o que Rubem Alves fala sobre conhecimento e a escola gaiola, que naquele momento servia para aprisionar os alunos, e se apresentava bem exclusiva.
Para finalizar a professora Silvana da interdisciplinade: ESCOLA, PROJETO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO. Levou - me a refletir sobre o papel do currículo. Cheguei a seguinte conclusão currículo e avaliação significa inovação, toda transição assusta um pouco. Percebo que o currículo precisa ser desconstruído para então se construir. Ferramenta e brinquedos da teoria de Nitzsche. Transforma-se no em criança, uma vez que o espírito de criança, é totalmente lúdico, aventureiro, cria valores, não tem medo como nós adultos do novo, dessa maneira, fazendo novas descobertas e sem receio de ficar encantado com a nova descoberta do aprendizado na sua realidade e progresso pessoal, desbravando o novo. Nit descreve bem que a superação é a grande sacada,  dessa postura inovadora na educação. Embora discordando um pouco do medo do novo, pois ainda hoje tento superar meus medos da infância (risos).


Referência:
ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas? In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p. 29-32.
Foucault Michel, aulas sobre a vontade de saber (1970 – 1971) sguido de O Saber de Édipo – tradução Rosemary Costhek Abílio – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2014. (Obras de Michel Foucault).

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